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Biblioteca Mario de Andrade reabre ao público de SP

O aniversário de São Paulo traz um presente para os moradores da cidade: a reabertura, nesta terça-feira, da Biblioteca Mario de Andrade, o segundo maior acervo literário do país, atrás apenas da Biblioteca Nacional. São mais de 320.000 livros, 51.000 deles classificados como raros, e um acervo de periódicos que beira 3 milhões de unidades. […]

Por Maria Carolina Maia Atualizado em 31 jul 2020, 13h03 - Publicado em 25 jan 2011, 17h39

O aniversário de São Paulo traz um presente para os moradores da cidade: a reabertura, nesta terça-feira, da Biblioteca Mario de Andrade, o segundo maior acervo literário do país, atrás apenas da Biblioteca Nacional. São mais de 320.000 livros, 51.000 deles classificados como raros, e um acervo de periódicos que beira 3 milhões de unidades.

Parte da instituição, a Biblioteca Circulante, com 42.000 livros para consulta e empréstimo, já havia sido reinaugurada em 21 de  julho passado. Desde a data, recebeu 83.000 visitantes, que acessam o local pelo número 235 da avenida São Luís ou pelo corredor de vidro diante da fachada, uma das novidades trazidas pela grande reforma da biblioteca. Outra parte, a dos periódicos, só deve ser reaberta em julho próximo.

Projeto original de Jacques Pilon (1905-1962), francês que passou a infância no Rio e se formou no auge da art déco, a Biblioteca Mário de Andrade passou por uma reforma de três anos contou com investimentos de 23 milhões de reais d0 Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Foram 13 milhões de reais para o prédio principal e outros 10 para o anexo, na rua 7 de Abril.

Fruto da fusão da Biblioteca Municipal de São Paulo, criada em 1925, com a Estadual, a Biblioteca Mario de Andrade só passou a ter o nome do autor de Macunaíma, que nela atuou na década de 30, em 1960. Com a fusão e as sucessivas doações recebidas, como a do crítico cultural Otto Maria Carpeaux e a de Paulo Prado, um dos patrocinadores da Semana de Arte de 1922, a instituição passou a contar com obras de valor inestimável.

Estão lá exemplares com dedicatória do poeta Carlos Drummond de Andrade, uma edição alemã de 1925 de O Processo, de Franz Kafka, e uma francesa de Flores do Mal que pertenceu a um dos juízes censores da obra de Baudelaire.

Mas há iguarias ainda mais raras, como relatos de viajantes que conheceram o Brasil ainda colonial – a exemplo do de François Roger sobre a Bahia, de 1698  – e cartas dos primeiros jesuítas a aportar por aqui, como Manuel da Nóbrega e José de Anchieta. Há ainda livros impressos até 1500, como a Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino.

A reforma, que se estendeu ao acervo, promoveu a desinfestação de 250.000 títulos da instituição e a recuperação de 200 raridades.  Pode-se dizer que São Paulo conta, mais uma vez, com um verdadeiro templo à leitura. Clique aqui para saber como retirar livros da biblioteca.

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