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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Por que Doria não cresce nas pesquisas

Governador de SP, pai da vacina, ainda está longe de ser um concorrente forte nas próximas eleições

Por Matheus Leitão 30 set 2021, 14h33

O governador de São Paulo, João Doria, tinha tudo para estar aparecendo de forma mais robusta nas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2022. O “pai da vacina” contra a Covid desempenhou um papel fundamental ao se levantar em favor da imunização.

Sem Doria, o Brasil não teria vacinas. O governador viabilizou a compra e produção da Coronavac em São Paulo e, se esse movimento não tivesse sido feito, o país estaria muito mais atrasado, com mais mortes e em uma situação ainda mais grave na pandemia.

Apesar disso, a última pesquisa do IPEC, divulgada na semana passada, mostra Doria com cerca de 3% das intenções de votos. Um desempenho muito abaixo do que poderia ser.

Mas, afinal, por que Doria não consegue crescer e se consolidar como um candidato possível para 2022?

O governador tem uma postura que pouco conversa com a população mais pobre. O jeito paulista e o comportamento de Doria falam muito mais com os eleitores da classe alta, segundo analistas políticos. No entanto, esse não é o maior problema. O que realmente falta para Doria é uma boa estratégia de comunicação.

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Nesta quarta, 29, enquanto Luciano Hang atraía para si todos os holofotes do país com o depoimento na CPI da Covid, a equipe de Doria decidiu marcar uma coletiva para falar da vacinação em São Paulo.

Era óbvio que o evento ficaria em segundo plano enquanto a maior parte da imprensa acompanhava o encontro entre Hang e os senadores.

Durante a coletiva, o governador de São Paulo transmitiu informações importantes como o “dia V” que será realizado no próximo sábado, 2, para incentivar a população a aplicar a segunda dose. No entanto, a escolha do horário foi infeliz.

Em todas as eleições, o governador de São Paulo é sempre o candidato natural à Presidência da República. A gestão de Doria tem sido muito boa  em vários aspectos, mas o grande destaque foi a sua contribuição para a imunização do país. Apesar de estar fazendo um bom trabalho, o político não consegue ganhar força entre os eleitores.

Se quer ter alguma chance em 2022, Doria precisa melhorar sua estratégia de comunicação. A polarização com Bolsonaro funcionou por um tempo, no início da pandemia, mas o governador de São Paulo vai precisar de mais táticas de marketing se quiser crescer na disputa e ocupar a cadeira de Presidente da República em 2023.

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