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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

O golpe baixo e repugnante de Carla Zambelli contra Lula

Deputada usa o nome de Deus em vão e PT deveria processá-la

Por Matheus Leitão Atualizado em 27 out 2021, 08h10 - Publicado em 27 out 2021, 08h00

É repugnante, para dizer o mínimo, o tuíte da deputada Carla Zambelli, publicado nesta terça-feira, 26, no qual coloca o presidente Jair Bolsonaro ao lado de Deus (Jesus) e o ex-presidente Lula ao lado do diabo (Lúcifer).

Segundo a parlamentar, “a luta do bem contra o mal nunca ficou tão evidente” e propõe… “escolha o seu lado”.

Vejam a imagem publicada por Carla Zambelli, eu volto em seguida.

Tuíte de Carla Zambelli
Tuíte criminoso de Carla Zambelli Twitter/Reprodução

A deputada, do ponto de vista religioso, está descumprindo um dos 10 mandamentos. Está na Bíblia, no capítulo 27 do livro de Êxodo: “Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu Nome em vão.”

No mundo dos homens, a deputada também não pode ser tomada por inocente. Ela está fazendo isso para manipular o sentimento religioso do cristão brasileiro. Usando a imagem de Jesus Cristo e a sua antítese, o próprio diabo, para fazer uma jogada eleitoral que pode enganar a muitos.

É um abuso do uso da religião certamente para tentar estigmatizar. Por outro lado, não há nada no comportamento de Jesus Cristo que se possa fazer um paralelo com Jair Bolsonaro. Rigorosamente nada.

O que Zambelli está tentando é, usando de um golpe baixo, fidelizar os seguidores de igrejas religiosas cujos pastores têm dado apoio ao presidente brasileiro. Esse tipo de invocação de Deus tem que ter punição também pelas leis do país.

Por isso, o PT deveria processar a deputada. Essa manipulação será feita durante toda a eleição do ano que vem. Afinal, o Brasil é um estado laico e esse é um uso do sentimento religioso de forma abusiva.

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