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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Lapso ou abandono? Governo Bolsonaro está “fritando” Salles

Ministro da Justiça critica política ambiental e tenta consertar logo depois

Por Matheus Leitão 9 jun 2021, 14h52

Uma fala do Ministro da Justiça, Anderson Torres, durante sessão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) nesta terça, 8, criticando a política ambiental brasileira deixou no ar a dúvida sobre a real situação de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, no governo.

Durante sua participação, Anderson Torres afirmou: “Eu sou um crítico dessa política ambiental brasileira há muito tempo. Conheço bem por dentro e por muito tempo acompanho isso”. A declaração ˜ deu a entender que o ministro é crítico, inclusive, da política ambiental que tem sido praticada agora, sob a liderança de Salles.

Mais tarde, Torres usou o Twitter para tentar se explicar. “Como sabe o ministro @rsallesmma, reitero meu apoio à atual política ambiental do @mmeioambiente no gov @jairbolsonaro. Como falei em meu discurso hoje, sou contrário às políticas ambientais “de há muito tempo”, pois estas, sim, sempre foram dominadas por questões ideológicas”, escreveu o ministro.

O caso pode ter sido um lapso ou uma frase mal colocada. No entanto, na avaliação de integrantes do governo, é um indicativo de que Salles está sendo abandonado pelo presidente Jair Bolsonaro. Alvo de críticas, protagonista de polêmicas e investigado pela Polícia Federal, o ministro do Meio Ambiente tem se complicado cada vez mais. 

Nesta terça, 8, em seu aniversário, Salles recebeu de presente uma pesquisa que comprova que o brasileiro não está satisfeito com o que está sendo executado na Amazônia, e não confia no atual governo para exercer a política de proteger a Amazônia. 

Para 68% dos brasileiros, medidas de fiscalização, aplicação de multas e combate às atividades ilegais são primordiais para conter as queimadas – justamente as ações que Salles têm sabotado de forma explícita com a sua política de “passar a boiada”.

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