Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Maquiavel Por Coluna A política e seus bastidores. Informações sobre Planalto, Congresso, Justiça e escândalos de corrupção. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Voto impresso perde força e cai no esquecimento entre bolsonaristas

Após revés no Congresso e o próprio Bolsonaro ter dito que o uso da urna eletrônica ‘será confiável’ em 2022, o tema sumiu dos posts de apoiadores nas redes

Por Caíque Alencar Atualizado em 15 nov 2021, 13h37 - Publicado em 15 nov 2021, 13h36

Dez dias após o próprio Jair Bolsonaro (sem partido) dizer que o uso das urnas eletrônicas “será confiável” nas eleições de 2022, a pauta do voto impresso perdeu sua força e praticamente deixou de ser assunto trazido para debate entre os bolsonaristas – no dia 5 de novembro, o presidente afirmou que tem “tranquilidade” porque “o voto eletrônico vai ser confiável ano que vem”.

O discurso surtiu efeito nas redes sociais e, desde então, os filhos de Bolsonaro e outros apoiadores, entre eles os deputados federais Filipe Barros (PSL-PR) e Bia Kicis (PDL-DF), não voltaram a falar sobre o tema. Ambos são, respectivamente, o relator e a autora do que ficou conhecida como a PEC do voto impresso.

Muito antes disso, no entanto, a pauta já vinha perdendo força, principalmente após a PEC ser arquivada no plenário após votação de 33 a 5 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e ser enviada à Mesa Diretora. Em 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral abriu o código-fonte dos softwares das urnas eletrônicas para quem tivesse interesse em avaliá-los. A data da abertura, feita seis meses antes do tradicional e, portanto, um ano antes do pleito de 2022, permite que partidos e entidades da sociedade civil possam checar os programas.

Desde então, os bolsonaristas falaram poucas vezes sobre o assunto nas redes. Nas duas menções ao assunto que fez após a data, Filipe Barros criticou um pedido do TSE ao Congresso Nacional para abertura de crédito para aplicação no sistema de voto eletrônico – na publicação, o parlamentar chamou as urnas eletrônicas de “ultrapassadas e vulneráveis”. Em outro tuíte, Barros tocou no assunto ao falar sobre as prévias do PSDB, ao comentar que um grupo ligado ao governador João Doria desconfiava do aplicativo de votação tucano.

A deputada Bia Kicis também dedicou bem menos tempo para falar sobre assunto, que era a sua grande obsessão. A única publicação dela a respeito depois de 4 de outubro foi no dia 29 do mesmo mês, no Twitter, quando considerou “gravíssimo” o fato de o deputado estadual Fernando Francischini ter sido cassado pelo TSE por ter feito uma live disseminando fake news a respeito das urnas eletrônicas. “Gravíssimo o precedente aberto pelo TSE”, escreveu.

Continua após a publicidade

Publicidade