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Solto por ministro do STF, André do Rap é procurado por 600 policiais

Operação envolve as polícias civis de São Paulo e Paraná e a Polícia Federal; a suspeita é que ele já esteja fora do Brasil

Por Eduardo Gonçalves - Atualizado em 13 out 2020, 20h18 - Publicado em 13 out 2020, 20h15

Após seis anos fora do radar das autoridades, foi preciso 30 homens da Polícia Civil de São Paulo para prender André Oliveira Macedo, o André do Rap, em Angra dos Reis (RJ), em setembro de 2019, o que envolveu dias de campana, interceptações telefônicas e até uma parceria com o DEA (departamento de narcóticos norte-americano). Agora, após ser libertado por uma decisão monocrática do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, uma força-tarefa com cerca de 600 homens da Polícia Civil de São Paulo, do Paraná e da Polícia Federal foram mobilizados para tentar recapturá-lo. Todo o tipo de tática de inteligência está sendo empregada na operação, mas, a julgar pelo histórico de narcotraficantes ligados à facção criminosa PCC, como Gegê do Mangue e Fuminho, não será nada fácil encontrá-lo.

Fontes policiais sugerem que André do Rap pode estar no Paraguai, Bolívia e até em Portugal – na última vez em que ficou foragido, passou algumas temporadas na Espanha e Holanda, de onde teria feito contato com máfias europeias para o envio de cocaína. O nome dele deve ser incluído em breve na lista vermelha da Interpol (polícia internacional). Além do desgaste internacional, a confusão jurídica que permitiu a soltura de André do Rap representa um enorme gasto público de dinheiro e energia.

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