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Skaf responde a convite de Doria: ‘Especulações parecem receio de disputa’

Nos bastidores, pré-candidato tucano reserva vaga em chapa e pressiona para que emedebista concorra ao Senado; Skaf promete disputar mesmo sem alianças

Por Guilherme Venaglia Atualizado em 2 jul 2018, 23h46 - Publicado em 2 jul 2018, 23h15

Pré-candidato do MDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf afirmou novamente que manterá sua candidatura e não pretende aceitar um convite do ex-prefeito João Doria (PSDB) para compor a chapa tucana como candidato ao Senado e reverteu a proposta, dizendo-se aberto a apoiar Doria para o Legislativo. “Você sabe que na política tem muita conversa de todo mundo. Já houve essa conversa de senador, sim, e eu fiz o mesmo convite a ele também. Da mesma forma que ele me fez, eu o convidei também”, afirmou.

“O MDB não aceita interferências. Para ficar muito claro, eu sou pré-candidato a governador do Estado de São Paulo. No dia 7 de outubro meu nome e minha foto estarão na urna eletrônica como candidato a governador de São Paulo. É isso que vai acontecer. Essas especulações, não sei por que essa ansiedade toda para que eu não concorra, parecem que são um receio de uma disputa comigo”, disse o emedebista, em entrevista ao programa É Notícia, da RedeTV!, que vai ao ar na madrugada desta segunda para terça-feira, 3.

As especulações de que Skaf, apesar de figurar em segundo lugar nas últimas pesquisas de intenção de voto, poderia desistir para apoiar Doria se multiplicaram à medida que os partidos se dividiram entre as chapas do tucano e do atual governador, Márcio França (PSB).

Até o momento, o MDB não anunciou nenhum aliado para a disputa o que, para Skaf, não é problema. “Não tenho preocupações com partidos; tenho preocupação com o Estado de São Paulo. Essa questão das coligações vai terminar no fim de julho, e comigo não há nenhuma troca. Se for necessário em São Paulo o MDB sair só, vai sair só”, argumentou.

  • A aposta de João Doria para tirar o adversário da jogada e potencializar suas chances de vitória no primeiro turno é uma aliança nacional com o partido do presidente Michel Temer (MDB), pela qual seria retirada a pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) à Presidência. A campanha do tucano avalia que, se Meirelles não for candidato, Skaf também não será, e o apoio a ele seria o caminho natural.

    Cada chapa pode apresentar até dois candidatos ao Senado. A chapa de Doria já tem um definido: o jornalista José Luiz Datena (DEM), que anunciou sua pré-candidatura na semana passada. Para a segunda vaga, além de dobrar Skaf, o ex-prefeito precisará convencer os dois postulantes do seu partido, o deputado federal Ricardo Trípoli e o deputado estadual Cauê Macris, a também aceitarem ficar de fora.

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