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Racismo no Brasil é ‘uma coisa rara’, diz Bolsonaro a Luciana Gimenez

O presidente afirmou não ser racista, por ter resgatado um colega das Forças Armadas que estava se afogando: 'Por coincidência, é negro'

Por Giovanna Romano - Atualizado em 8 maio 2019, 17h34 - Publicado em 8 maio 2019, 10h09

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o racismo é “coisa rara” no Brasil. Na noite desta terça-feira, 7, o líder do Executivo participou do programa Luciana by Night, da apresentadora Luciana Gimenez, na Rede TV!. “No Brasil, é uma coisa rara o racismo. O tempo todo tentam jogar o negro contra o branco, homo contra hétero ou pai contra filho. Desculpe o linguajar, mas isso já ‘encheu o saco’”, disse Bolsonaro no bate-papo descontraído. A declaração repercutiu nas redes sociais.

Contando algumas histórias de seu período no Exército, o presidente relembrou o dia em que resgatou um colega das Forças Armadas que estava prestes a se afogar. “Por coincidência, é negro”, disse. Bolsonaro ainda afirmou que, se fosse racista, iria “cruzar os braços” diante daquela situação. “Se eu fosse racista: o negão caiu dentro da água e eu ia fazer o quê? Eu ia cruzar os braços. Entrei lá. Na segunda vez que mergulhei, consegui trazer o negão do fundo da lagoa”.

A apresentadora perguntou o motivo pelo qual o presidente, em suas campanhas, não usou esses argumentos para afirmar que não era racista. Bolsonaro disse que poderia ter usado o fato para se defender de acusações, mas preferiu não fazê-lo. “Achei que não era o caso de falar. Iam achar que estava apelando”, ponderou.

Durante a campanha presidencial, Bolsonaro foi apontado como racista e homofóbico pela oposição. Declarações feitas por ele voltaram à tona e provocaram controvérsia. Por exemplo: perguntado por Preta Gil o que faria se um de seus filhos casassem com uma mulher negra, Bolsonaro disse: “Não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”. À época, ele era deputado federal pelo Partido Progressista (PP).

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As acusações mais recentes de racismo vieram quando Bolsonaro vetou uma propaganda do Banco do Brasil marcada pela promoção da diversidade racial (há muitos atores negros) e sexual (peças com a participação de transexuais).

Confira a entrevista a seguir com a Luciana Gimenez:

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