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PT fará atos por liberdade de Lula no dia da diplomação de Bolsonaro

Partido, sindicatos e organizações sociais irão às ruas na segunda-feira, 10, Dia Internacional dos Direitos Humanos; presidente eleito vai ao TSE às 16h

No mesmo dia em que Jair Bolsonaro (PSL) será diplomado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como presidente eleito para o mandato que vai de 2019 a 2022, o PT – derrotado no segundo turno da disputa presidencial – fará atos em todo o país pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Também nesse dia será comemorado o Dia Mundial dos Direitos Humanos, que celebra os 70 anos da declaração da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o assunto. Nos atos pelo Brasil, a orientação do partido e de aliados, como a Frente Brasil Popular – que reúne movimentos sociais e sindicais -, é que a liberdade de Lula seja colocada no topo das reivindicações.

O movimento, chamado Jornada Nacional Lula Livre, deverá ter como mais importante concentração o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Paulo, palco histórico do movimento sindical brasileiro, berço do PT e onde Lula se abrigou antes de se entregar à Polícia Federal após a sua condenação à prisão, em abril deste ano.

“Faremos atividades de solidariedade ao presidente Lula em todo país no próximo dia 10 e conclamamos a sociedade a se mobilizar contra esse processo injusto que perseguiu e prendeu nossa maior liderança política”, afirmou João Paulo Rodrigues, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MT) ao site do PT.

Entre os dias 10 e 12, a Fundação Perseu Abramo, ligada ao partido, também vai organizar a Conferência Internacional em Defesa da Democracia, em parceria com o Comitê Internacional Lula Livre. É esperada a participação de representantes de organizações de esquerda da América do Sul e da Europa. O principal tema será a liberdade de Lula.

Bolsonaro

A diplomação de Bolsonaro como presidente da República e de seu vice, general Hamilton Mourão, está marcada para as 16h, no auditório do TSE, em Brasília. São esperadas 700 pessoas no evento, que vai mudar a rotina do tribunal – parte das atividades será suspensa, e a segurança será reforçada.

O último passo do tribunal antes da diplomação foi a aprovação com ressalvas das contas de campanha de Bolsonaro na terça-feira, 4. Bolsonaro e Mourão tomarão posse nos cargos no dia 1º de janeiro de 2019.

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