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PF prende jovem no Paraná suspeito de preparar ataque terrorista

Segundo o órgão, suspeito tinha visão religiosa extremista e manifestava desejo de promover ação suicida; operação localiza espingarda e simulacros de armas

Por Da Redação Atualizado em 2 set 2021, 13h30 - Publicado em 2 set 2021, 13h28

A Polícia Federal desencadeou nesta quinta-feira, 2, a Operação Trastejo, que investiga possíveis atos preparatórios de terrorismo. As investigações, segundo o órgão, apontam para o recrutamento e radicalização por meio virtual de um jovem “que passou a assumir uma visão religiosa extremista e violenta, com potencial para provocar atos definidos em lei como terrorismo”.

Os mandados de prisão temporária e busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal de Maringá – foram apreendidos uma espingarda calibre 32 e muitos simulacros de arma.

Em nota, a PF diz que “o indivíduo vinha mantendo contato direto com radicais islâmicos no exterior, manifestando intenção de viajar para outros países, como o Iraque, e incorporar-se a organizações terroristas”.

Além disso, o investigado, segundo o órgão, circulou vídeos em grupos na internet em que, encapuzado, exibia armas, munição, rádio-comunicador, cédulas de dólares americanos, dentre outros itens, “proferindo conteúdo extremista e manifestando desejo de executar mortes de inocentes em uma ação suicida”.

O preso, ainda de acordo com a PF, possui extenso histórico de registros criminais, incluindo posse de entorpecente, ação penal pela prática do crime de homicídio qualificado e condenação por posse irregular de arma de fogo e outra por tentativa de roubo.

Segundo a PF, a operação foi desencadeada porque a investigação constatou que o preso possui treinamento para o manuseio e emprego de armas, além de motivação (radicalismo religioso) e meios (armas e munições), “podendo a qualquer momento ou oportunidade fechar o ciclo para a consumação de ato terrorista”.

O nome da operação é referência, de acordo com a PF, a um defeito no braço de instrumento de corda que provoca problemas na emissão do som. O investigado dizia nas redes sociais que era professor de música.

 

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