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Os bastidores da expulsão de Alexandre Frota

Em reunião rápida, deputado foi expulso por unanimidade e sem discussão; PSL estava insatisfeito com as críticas dele a Bolsonaro e parlamentares do partido

Por Eduardo Gonçalves - Atualizado em 13 ago 2019, 16h14 - Publicado em 13 ago 2019, 13h16

A reunião da executiva nacional do PSL que determinou a expulsão do deputado federal Alexandre Frota (SP) foi rápida e sem discussões. Havia três pedidos de punição na mesa: do senador Major Olímpio (SP), da deputada federal Carla Zambelli (SP) – que defendiam a expulsão e a perda do mandato – e do presidente do partido, Luciano Bivar, que previa só o desligamento. Este último acabou sendo aprovado.

A maioria do partido estava indignada com Frota. Além de falar do mal do presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, Eduardo, ele vinha criticando no Twitter deputados e senadores do PSL, dizendo que, quando saísse, levaria muitos filiados com ele.

Ele já havia perdido a vice-liderança da legenda e recebido advertências verbais por suas declarações, mas continuou dando entrevistas. VEJA apurou que o caminho dele agora deve ser o PSDB – nos últimos meses, ele se aproximou do governador de São Paulo, João Doria.

Frota  também recebeu convites do DEM – no programa Roda Viva, da TV Cultura, exibido na segunda-feira 12, ele foi elogiado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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