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O receio de Eunício na PEC do teto de gastos

Virtual candidato à presidência do Senado, o relator da PEC 241, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), teve receio em assumir a tarefa de levar adiante a principal medida do ajuste fiscal do governo Michel Temer, a imposição de um teto de gastos por até vinte anos, corrigido sempre pela inflação. Eunício foi estudar o tema, preocupado […]

Por Felipe Frazão Atualizado em 30 jul 2020, 21h25 - Publicado em 4 nov 2016, 08h00
O senador Eunício Olveira (PMDB-CE), relator da PEC 241 - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

POPULARIDADE – O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), relator da PEC 241 – Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Virtual candidato à presidência do Senado, o relator da PEC 241, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), teve receio em assumir a tarefa de levar adiante a principal medida do ajuste fiscal do governo Michel Temer, a imposição de um teto de gastos por até vinte anos, corrigido sempre pela inflação. Eunício foi estudar o tema, preocupado com a impopularidade. “Quando me pediram para ser relator eu disse que iria analisar primeiro. É uma matéria que mexe com as pessoas, com o contribuinte. Não resta dúvida de que tem prós e contras, mas espero que no futuro seja pró.” Para o senador, o debate sobre a PEC deve ser desvinculado de um governo ou de questões ideológicas. “Quem é que quer fazer maldade na política para perder popularidade e aplauso? Ninguém. É uma matéria essencial e infelizmente tem que ser feita. O que seria melhor, a PEC ou criar impostos? Acho que isso evita a criação de impostos, que é muito mais antipática do que dizer ‘olha, você não vai gastar mais do que está gastando’. Se isso der resultado, os papéis se invertem. Os que criticavam começarão a dizer ‘eu estava errado e fulano tinha razão’. É mais ou menos como a Lei de Responsabilidade Fiscal. No início todo mundo gritou, mas imagine se não existisse hoje. Seria muito pior. Tem barulho ali feito por Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), mas deixa fazer o debate.” O relator reconhece que não haverá a criação de novos programas sociais, mas nega o corte dos atuais. “Não tem programa social mais inverso e mais perverso do que o desemprego”, diz. “A PEC poderia ter sido mais bem explicitada para a população. A PEC não é ruim. Ela garante os recursos da saúde e da educação, não reduz um centavo de gastos imediatos de nenhum dos poderes e ordena os gastos para o futuro.”

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