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No discurso de posse, Pacheco faz gesto ao PT e manda recado a Bolsonaro

Novo presidente do Senado anuncia a criação da figura do líder da oposição e diz que pautará projetos do Executivo, mas fiscalizará e exigirá independência

Por Da Redação Atualizado em 1 fev 2021, 19h43 - Publicado em 1 fev 2021, 19h42

O novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que teve o apoio de forças políticas tão distintas quanto a bancada do PT e o governo Jair Bolsonaro, acenou no discurso de posse para todos aqueles que bancaram a sua candidatura, que derrotou Simone Tebet (MDB-MS), por 57 votos a 21.

A primeira medida concreta que anunciou, por exemplo, foi a criação da figura do líder da oposição, posto que já existe na Câmara, mas não no Senado — segundo ele, para facilitar o trabalho daqueles que divergem do Executivo. Com seis deputados, o PT tem a maior bancada da oposição.

Na sequência, anunciou a reserva de vagas para mulheres no colégio de líderes e mandou um recado ao governo Bolsonaro, misturando sinais de cooperação e independência. “Ao Poder Executivo, dedicaremos parte significativa de nossos vigores, fiscalizando, deliberando as suas proposições, dialogando, porém dele exigindo o cumprimento dos compromissos assumidos e a independência deste Senado Federal”, disse.

  • Antes, ele afirmou que que assumia o cargo com “humildade, sendo de responsabilidade e total comprometimento com os valores democráticos e a nossa Constituição”.

    Ele citou saúde pública, desenvolvimento social e crescimento econômico como o tripé que norteará as suas ações para “proteger vidas humanas e socorrer os mais miseráveis” e prometeu pautar “as reformas necessárias ao desenvolvimento do país”.

    A composição da Mesa Diretora deverá ser discutida nesta terça-feira, 2.

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