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Na volta a Brasília, Bolsonaro deve ter encontros com Maia e Rosa

Presidente eleito volta à capital na terça-feira para continuidade da transição de governo; encontro com Eunício era cogitado, mas não acontecerá

Por Redação - Atualizado em 9 Nov 2018, 23h21 - Publicado em 9 Nov 2018, 18h20

De volta ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (8), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) retornará a Brasília na próxima terça-feira (13) para acompanhar a segunda semana dos trabalhos da equipe de transição de governo e cumprir agendas institucionais. A bordo de um jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB), Bolsonaro decolará do aeroporto do Galeão, no Rio, às 7h e tem chegada prevista às 8h30 na capital federal.

O primeiro item da agenda do pesselista é uma audiência com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), às 9h30. Bolsonaro e sua equipe econômica trabalham para que ao menos parte da reforma da Previdência encaminhada pelo governo Michel Temer ao Congresso, pronta para votação na Casa, seja aprovada pelos parlamentares ainda em 2018.

À tarde, após passar pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), quartel-general da equipe de transição, o presidente eleito terá audiências com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, às 13h; com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Britto Pereira, às 14h30; e com o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro José Coêlho Ferreira, às 16h.

Inicialmente havia a possibilidade de uma audiência de Jair Bolsonaro com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que, no entanto, não acontecerá. Na última quarta-feira, uma manobra do emedebista incluiu na pauta da Casa o aumento de 16% nos salários do Supremo Tribunal Federal (STF), que, aprovado pelos senadores, pode ter impacto de 4 bilhões de reais nas contas públicas em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro.

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O presidente eleito afirmou que “não é o momento” de conceder o aumento, e Eunício, que jura não haver “pauta bomba” no Congresso, rebateu: “Não estou preocupado se Bolsonaro vai gostar ou não”. A coluna Radar noticiou que o presidente do Senado também ficou melindrado após Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, enviar um interlocutor, ao invés de procurá-lo pessoalmente, para pedir que a Casa não vote o Orçamento de 2019. Eunício Oliveira não conseguiu se reeleger em 2018 e não estará no Senado a partir do ano que vem.

Na primeira semana da transição, Bolsonaro teve reuniões com o presidente Michel Temer, os presidentes do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministros Dias Toffoli e João Otávio de Noronha, com o ministro da Defesa, general Silva e Luna, e os comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica.

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