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Moro nomeia ativista antiarmas e é criticado por bolsonaristas

Ilona Szabó será suplente em conselho sobre política criminal, junto com outras 25 pessoas e sem remuneração; ministro fala em pluralidade de ideias

Por Da Redação - Atualizado em 27 fev 2019, 19h32 - Publicado em 27 fev 2019, 19h28

A nomeação da cientista política Ilona Szabó de Carvalho para uma vaga de suplente, sem remuneração, no Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, se tornou uma dor de cabeça para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Acostumado a ser ostensivamente apoiado pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) nas redes, o ex-juiz foi criticado pela escola de Ilona, que é especialista em segurança pública e já se manifestou contra pautas do bolsonarismo, em especial o porte de armas.

Para o deputado federal Paulo Martins (PSC-PR), a escolha da cientista política, diretora do instituto Igarapé e fundadora do movimento Agora, por Moro é “decepcionante”. Um dos principais defensores de flexibilização da posse e do porte de armas, Benê Barbosa, do Movimento Viva Brasil (MVB), afirmou que Ilona é “inimiga do governo Jair Bolsonaro”.

Após a nomeação, a hashtag #IlonaNão se tornou um dos temas mais discutidos no Twitter. As mensagens, em geral, continham tons de decepção com o ministro, de pedidos para a revisão da nomeação e compartilhamento de entrevistas antigas da cientista política.

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A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça afirmou a VEJA que Ilona será apenas uma de 26 pessoas a compor o colegiado e que o ministro Sergio Moro entende que um conselho precisa ser plural e, portanto, ser composto por pessoas de diferentes tendências de pensamento.

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