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Lula diz que Moro é ‘canalha’ e que Deltan ‘montou uma quadrilha’

Em live com o teólogo Leonardo Boff, ex-presidente, condenado por corrupção, defende um debate com os dois para que eles ‘provem um delito que eu cometi’

Por Da Redação - Atualizado em 1 jul 2020, 22h22 - Publicado em 1 jul 2020, 21h49

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, 1º, em live nas redes sociais com o teólogo Leonardo Boff, que o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro é um “canalha” e que o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava-Jato em Curitiba, “montou uma quadrilha”.

“Aos 74 anos, eu pensei que ia parar de brigar (…). Mas eu quero provar que o Moro é um canalha, eu quero provar que o Dallagnol é um cara que montou uma quadrilha na força-tarefa, eu quero provar. Eu estou até desafiando eles para um debate, o Moro e o Dallagnol, quero que eles provem um delito que eu cometi”, disse.

Lula foi condenado por Moro em julho de 2017 a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo envolvendo um tríplex no Guarujá, que, segundo acusação do Ministério Público Federal, foi oferecido ao petista como propina em troca de favores na obtenção de contratos na Petrobras.

A pena foi aumentada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para 12 anos e um mês de prisão e depois reduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para 8 anos e quatro meses. Lula foi preso no dia 7 de abril de 2018 por ordem de Moro, após a decisão do TRF4, e só deixou a prisão 580 dias depois, em 8 de novembro de 2019 quando o Supremo Tribunal Federal decidiu que a execução de pena só pode ocorrer após o trânsito em julgado da sentença – o petista ainda recorre no STJ e no próprio STF.

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Até o final do ano, o ministro Gilmar Mendes, que assumiu a presidência da Segunda Turma do STF, deve colocar em votação um pedido de Lula para que seja decretada a suspeição de Moro.

Na live, Lula voltou a dizer que vai continuar tentando provar a sua inocência no caso e que vai aproveitar a sua liberdade para seguir fazendo política e oposição ao governo Bolsonaro. “Não tenho mais nenhuma razão para ficar quieto, tenho razão para gritar mais. Não vejo a hora de acabar essa quarentena para começar a ir para a rua, viajar o Brasil e conversar com esse povo, porque o povo precisa aprender que, somente quando ele tiver consciência, ele vai evitar que a gente eleja um presidente como elegeu Bolsonaro”, disse.

 

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