Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Maquiavel Por Coluna A política e seus bastidores. Informações sobre Planalto, Congresso, Justiça e escândalos de corrupção. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

G20: comitiva de Bolsonaro a Roma teve 24 pessoas e gastou R$ 418 mil

Grupo que acompanhou o presidente na reunião do G20 reuniu quinze integrantes do Itamaraty, sete do GSI, um do gabinete da presidência e o ministro Queiroga

Por Caíque Alencar 1 nov 2021, 16h06

A comitiva presidencial que acompanhou Jair Bolsonaro a Roma para participar da reunião do G20 custou 418.329,02 reais aos cofres públicos, segundo informações da plataforma Painel de Viagens, mantida pelo Ministério da Economia. Consulta feita por VEJA mostra que, desse total, 243.338,87 reais foram desembolsados com o pagamento de diárias e 174.990,15 reais com passagens aéreas. Ao todo, 24 pessoas compuseram a comitiva presidencial, sendo quinze integrantes do Ministério das Relações Exteriores, sete do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e um do gabinete da Presidência, além do ministro Marcelo Queiroga (Saúde).

A viagem de Bolsonaro para participar da reunião das 20 maiores economias do mundo foi um vexame para o Brasil, com o presidente ficando isolado entre os líderes mundiais. Bolsonaro desembarcou em Roma na última sexta-feira, 29, e não teve nenhum encontro bilateral com outro país que não fosse o anfitrião do G20 – os únicos encontros de maior relevância que ele teve foram uma reunião formal com o presidente da Itália, Sérgio Mattarella, e outra com o presidente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), Mathias Cormann.

Durante o restante dos dias, Bolsonaro e seus acompanhantes se limitaram a visitar pontos turísticos italianos. Um deles foi a Praça São Pedro, no Vaticano. Ficou fora da agenda do presidente, no entanto, a foto que os líderes mundiais fizeram em frente à Fonte de Trevi, importante cartão postal de Roma. Apesar de o presidente americano Joe Biden também não ter comparecido para a foto, a ausência do mandatário brasileiro foi vista como mais um sinal de seu isolamento.

Publicidade