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Desde 7 de setembro, Bolsonaro não recebe quase ninguém de fora do governo

Com a solitária exceção do ex-presidente Michel Temer, o restante da agenda do presidente foi ocupado apenas com ministros e solenidades oficiais

Por Da Redação Atualizado em 16 set 2021, 12h55 - Publicado em 16 set 2021, 12h24

A agenda oficial de Jair Bolsonaro nos dias que se seguiram à sua controversa participação nos atos antidemocráticos de 7 de setembro está absolutamente desidratada: desde então, o presidente não recebeu nenhum deputado, nenhum senador, nenhum magistrado, nenhum representante de entidade empresarial ou sindical, nenhum líder da sociedade civil, nem mesmo os representantes da comunidade evangélica que costumava receber com frequência.

A única – e barulhenta — exceção foi o ex-presidente Michel Temer, no dia 9, quando Bolsonaro foi orientado a escrever uma carta em tom de conciliação com o Supremo Tribunal Federal após os ataques desferidos contra a Corte por ele no Dia da Independência.

Nesse período, o contato mais frequente do presidente foi com Pedro Cesar Souza, subchefe para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência da República, que foi recebido sete vezes – ele é o responsável pela burocracia jurídica do Palácio do Planalto.

De resto, o que o presidente mais recebeu foram ministros: Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), Teresa Cristina (Agricultura), Carlos França (Relações Exteriores), Milton Ribeiro (Educação), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral), Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Governo), Gilson Machado Neto (Turismo) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

Destes, o único que foi recebido mais de uma vez foi Carlos França (quatro vezes), provavelmente porque se aproxima a Assembléia Geral da ONU, em Nova York, no próximo dia 21, quando o presidente deverá discursar na abertura, como ocorre tradicionalmente com os chefes de Estado brasileiros – a dúvida é se os Estados Unidos irão permitir a entrada de Bolsonaro, que não tomou vacina.

O presidente participou também de poucos eventos no período. Um deles, a reunião da cúpula do Brics, no dia 9, foi por meio virtual. Houve também a reunião do Conselho de Governo, uma visita a Esteio (RS), para uma feira de agronegócio, a cerimônia de lançamento do prêmio Habite Seguro, uma homenagem aos embaixadores da Associação das Nações do Sudeste Asiático, a entrega do Prêmio Marechal Rondon de Comunicação – no qual foram premiados, entre outros, a primeira-dama Michele e o filho Zero Um, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) — e o anúncio de avanços do Programa Casa Verde e Amarela.

A agenda de Bolsonaro depois do Dia da Independência

 

Dia 8

  • Pedro Cesar Sousa, Subchefe para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência da República

Dia 9

  • Tarcísio Gomes de Freitas (ministro da Infraestrutura)
  • Michel Temer, ex-presidente da República
  • Pedro Cesar Sousa
  • Teresa Cristina (ministra da Agricultura)

Dia 10

  • Pedro Cesar Sousa

Dia 11

  • Visita à Expointer, em Esteio (RS)

Dia 12

  • Sem compromisso

Dia 13

  • Carlos França (ministro das Relações Exteriores)
  • Pedro Cesar Sousa
  • Milton Ribeiro (ministro da Educação)
  • Cerimônia de Lançamento do Programa Habite Seguro

Dia 14

  • Carlos França
  • Luiz Eduardo Ramos (ministro da Secretaria-Geral da Presidência)
  • Homenagem aos Embaixadores da Associação das Nações do Sudeste Asiático – ASEAN
  • Pedro Cesar Sousa
  • Ciro Nogueira (ministro da Casa Civil) e Flávia Arruda (ministra da Secretaria de governo)
  • Solenidade de entrega do Prêmio Marechal Rondon de Comunicação

Dia 15

  • Gilson Machado Neto (ministro do Turismo)
  • Carlos França
  • Marcos Pontes (ministro da Ciência e Tecnologia)
  • Anúncio de avanços no Programa Casa Verde e Amarela
  • Pedro Cesar Sousa

Dia 16

  • Carlos França
  • Pedro Cesar Souza
  • Evento Caixa da Construção Civil
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