Clique e assine a partir de 9,90/mês
Maquiavel Por Coluna A política e seus bastidores. Informações sobre Planalto, Congresso, Justiça e escândalos de corrupção. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

De volta ao trabalho, Bolsonaro recebe ministros e dá bronca em apoiador

Curado da Covid-19, presidente retoma as conversas em frente ao Alvorada e repreende homem que prometia acabar com o desemprego; agenda tem seis encontros

Por André Siqueira - 27 jul 2020, 17h00

Depois de testar negativo para o coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro voltou a despachar do Palácio do Planalto nesta segunda-feira, 27. O primeiro dia útil do presidente neste retorno foi marcado por uma agenda cheia, repleta de reuniões com ministros, e uma bronca em um apoiador que o aguardava na saída da residência oficial do presidente da República.

O presidente estava isolado desde o dia 7 de julho, quando anunciou que havia testado positivo para a Covid-19 – neste período, despachou por meio de videoconferências. Nesta segunda-feira, usando máscara, Bolsonaro parou para cumprimentar apoiadores no Palácio do Alvorada, mas, ao contrário de outras ocasiões, evitou contato físico.”Sem apertar a mão, desculpa aí. Estou imunizado já, mas evito contato”, disse, ao retomar o hábito que havia suspenso após a prisão de Fabrício Queiroz. Ele também havia deixado de fazer pronunciamentos e dar entrevistas no local como parte da nova estratégia de acalmar o ambiente político e dar alguma tranquilidade ao governo.

Bolsonaro também pediu que as falas dos seus apoiadores fossem objetivas e repreendeu um simparizante que prometia apresentar a fórmula para acabar com o desemprego no Brasil. “Explica para alguém isso aí. Você está todo dia aqui falando que acaba com o desemprego. Não dá para conversar com você sobre isso. Dá para passar isso para algum assessor? Se todo mundo que vier aqui quiser falar comigo, vou montar um escritório. Botar uma escrivaninha e atender todo mundo”, rebateu.

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro diz a seus apoiadores que não tem condição de atendê-los individualmente. No dia 15 de junho, uma mulher pediu que ele olhasse com atenção para obras  que estavam sendo feitas em Riacho Fundo, no entorno de Brasília. “Minha senhora, se eu for tratar assunto individualmente do Brasil todo, eu vou ser prefeito e não presidente da República”, afirmou.

Continua após a publicidade

Nesta segunda-feira, de acordo com a agenda divulgada pelo Planalto, Bolsonaro se reuniu com os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Fernando Azevedo (Defesa), Braga Netto (Casa Civil), Jorge Antonio de Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência) e Paulo Guedes (Economia).

Sem dar detalhes, Bolsonaro disse aos apoiadores que conversaria com Guedes sobre o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), uma iniciativa do governo federal de crédito para empresas durante a pandemia, mas deve ter tratado de outros temas prioritários na área, como a reforma tributária, que foi enviada ao Congresso, e o novo presidente do Banco do Brasil – o anterior, Rubem Novaes, pediu demissão na semana passada.

Publicidade