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Plenário do STF analisará na quinta suspensão da Copa América

Luiz Fux atendeu a pedido de Cármen Lúcia e marcou sessão virtual extraordinária com prazo de 24 horas para decisão. Torneio começa no domingo

Por João Pedroso de Campos Atualizado em 9 jun 2021, 09h13 - Publicado em 8 jun 2021, 16h18

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, atendeu a um pedido feito pela ministra Cármen Lúcia e marcou para a próxima quinta-feira, 10, a análise pelo plenário do STF de duas ações que pedem a suspensão da Copa América no Brasil.

O julgamento se dará em uma sessão virtual extraordinária do plenário do STF, entre a meia noite e as 23h59 da quinta. A abertura da competição está marcada para o domingo, 13, com a partida entre Brasil e Venezuela, em Brasília.

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Em despacho nesta tarde, Cármen apontou a “excepcional urgência e relevância do caso” e a “necessidade de sua célere conclusão” para pedir que os votos dos ministros possam ser dados ao longo de 24 horas, por meio eletrônico.

As duas ações  contra a competição organizada pela Conmebol no país foram movidas no Supremo pelo PSB e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos.

“Solicito ao eminente Ministro Presidente a instalação de sessão virtual extraordinária, nos termos do art. 5º-B, § 1º, da Resolução n. 642/2019 deste Supremo Tribunal, para análise do Plenário no dia 10 de junho de 2021, com duração de 24 horas, tendo o início à 00h00min e término às 23h59min”, despachou a ministra. Fux concordou com a “fundamentada excepcionalidade do caso” e pautou o julgamento. 

Inicialmente prevista para ter como sedes Colômbia e Argentina, a Copa América de 2020 acabou tendo o Brasil como sede anunciada, na semana passada. O torneio já havia sido adiado no ano passado devido à pandemia de coronavírus. Com os protestos de rua na Colômbia, a Conmebol decidiu em 20 de maio cancelar os jogos no país, que ficariam concentrados somente na Argentina. Dez dias depois, contudo, o governo argentino se negou a receber o campeonato de seleções em meio ao agravamento da crise sanitária.

A escolha do Brasil teve o apoio do presidente Jair Bolsonaro e do então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, afastado do cargo em meio a denúncias de assédio sexual por uma funcionária da CBF. A Copa América tem como sedes Brasília, Rio de Janeiro, Goiânia e Cuiabá.

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