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Carente, Paraisópolis tem menos mortes por Covid que a média de São Paulo

Taxas de letalidade e de mortes por 100 mil habitantes é inferior às da capital paulista e da zona sul da cidade, onde a comunidade está inserida

Por Da Redação Atualizado em 27 set 2021, 16h57 - Publicado em 27 set 2021, 16h49

A região de Paraisópolis, uma das maiores comunidades pobres da cidade de São Paulo, com cerca de 80 mil habitantes, teve indicadores melhores de Covid-19 do que os da média da cidade e da zona sul, onde a comunidade está inserida, segundo dados consolidados pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

Os números chamam a atenção porque, além da vacinação, dois fatores que contribuem para evitar mortes e contaminações pelo vírus são o distanciamento social e a higienização das mãos, que são exigências que destoam das condições existentes na localidade, uma das mais carentes do município.

Os índices de letalidade, mortalidade e incidência da Covid-19 foram menores na região de Vila Andrade, distrito onde está localizado Paraisópolis, do que os indicadores da Coordenadoria Sul de São Paulo e do município de São Paulo, segundo dados de março de 2020 a abril de 2021 do e-SUS, plataforma da Saúde para notificação de casos suspeitos.

De março de 2020 a abril de 2021, a taxa de letalidade da doença na cidade de São Paulo foi de 2,8%, o dobro da registrada na Vila Andrade (1,4%). Na Coordenadoria Sul do município esse indicador foi de 2,1%.

Já média de mortes a cada 100 mil habitantes no mesmo período foi de 108,9 na Vila Andrade, índice inferior ao da capital (214,2) e ao da Coordenadoria Sul (165,6).

A participação do Einstein, um dos principais hospitais do país, no atendimento na região, pode ajudar a explicar os bons números de Paraisópolis. A comunidade tem três unidades básicas de saúde (UBSs), um ambulatório e um Centro de Promoção e Atenção à Saúde (CPAS), responsável pela atenção primária, todos geridos pelo Einstein em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

O hospital também mantém na região o Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis (PECP), que já atendeu mais de 4,2 milhões de pessoas desde 1998, quando foi criado. No ano passado, em razão da pandemia, as ações foram ajustadas para mirar o combate ao vírus. O programa oferece, entre outros, atendimentos médicos, de assistência social e de educação, com o apoio de voluntários.

 

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