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Caminhoneiro recebido no Planalto foi a reunião que planejou atos do dia 7

Chicão esteve com Bolsonaro nesta quinta, 9, em Brasília. Segundo apuração, protestos antidemocráticos e bloqueio nas estradas têm relação

Por Reynaldo Turollo Jr. 9 set 2021, 17h51

Um dos caminhoneiros recebidos nesta quinta-feira, 9, pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto, Francisco Dalmora Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, participou em julho de uma reunião no hotel Blue Tree Faria Lima, em São Paulo, onde começaram a ser planejados os atos de caráter antidemocrático de 7 de setembro, segundo a investigação da PGR (Procuradoria-Geral da República). Após a reunião com Bolsonaro nesta tarde, Chicão disse a jornalistas que o presidente não lhe pediu para desmobilizar os caminhoneiros, que, pelo segundo dia, bloqueiam algumas estradas pelo país. Bolsonaro, no entanto, enviou um áudio ao movimento pedindo que desbloqueassem as vias.

Além da reunião no hotel em São Paulo, há registros de que Chicão esteve na Aprosoja (Associação Brasileira de Produtores de Soja) junto com investigados por organizar os atos de 7 de setembro, como o produtor rural e dirigente da entidade, Antônio Galvan, e o cantor Sérgio Reis – que chegou a gravar um vídeo polêmico, em tom ameaçador, naquela ocasião.

Pessoas ligadas à apuração dos atos de 7 de setembro, que tramita no Supremo Tribunal Federal, estão estabelecendo ligações entre o movimento dos caminhoneiros iniciado ontem e as manifestações do Dia da Independência. As relações entre os dois movimentos, que eram presumidas, começam a ganhar concretude no inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.

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