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Bolsonaro questiona Queiroga: ‘Tem doenças que não matam mais ninguém’

Presidente diz que pediu ao ministro uma relação das mortes por outras causas e questionou dados de vítimas da Covid-19; ‘É necessário um número correto’

Por Da Redação 16 abr 2021, 15h15

O presidente Jair Bolsonaro disse, em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada nesta sexta-feira, 16, que pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que leve à próxima reunião do conselho criado para discutir o combate à Covid-19 a relação das mortes no Brasil por outras causas que não sejam o coronavírus, porque, segundo ele, “não morre mais ninguém” de certas doenças.

O pedido, segundo ele, foi feito em reunião do comitê criado com representantes do Executivo e do Congresso para discutir ações contra a pandemia. “Eu pedi em público ali para o ministro da Saúde para, na próxima reunião nossa do conselho, apresentar nos últimos 25 anos quantas pessoas morreram de cada doença. Têm certas doenças que não morre mais ninguém”, disse. O presidente ainda acrescentou que “nós sabemos que esse vírus está matando”, mas que é necessário ter um “número concreto” e questionou não ser anunciado o número de pessoas “salvas”. O país já tem mais de 365 mil mortos pela Covid-19.

O presidente também voltou a atacar a política de lockdown e a defender o chamado “tratamento precoce”, baseado no uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença. Segundo ele, houve uma criminalização da terapia. “Estão processando o ministro da Saúde nosso por causa da cloroquina”, disse, referindo-se ao ex-titular da Saúde, o general Eduardo Pazuello. “Cloroquina é usada aqui há muito tempo para malária, entre outras coisas. Não existe excesso de produção nessa parte. Muito pelo contrário, até ia faltar, disse”.

  • Além disso, Bolsonaro criticou aqueles que não apoiam o uso de medicamentos do “tratamento precoce’. “Isso não dá certo, dizem. Idiota, o que dá certo? O cara é um jumento, fica falando lá: a ivermectina não pode, não sei o que não pode, não tem comprovação cientifica. Não tem alternativa, deixa o cara tomar”, disse. E aproveitou para atacar os adversários. “A ivermectina mata verme também, né? Então é por isso que a esquerda não gosta”.

    Lockdown

    O presidente criticou novamente a adoção de medidas restritivas de combate à pandemia, atribuiu ao isolamento social à alta na inflação e disse que não tem responsabilidade pelo aumento dos preços dos alimentos. “Estão deixando de plantar porque bares, restaurantes, o comércio está fechado em grande parte. Então não tem saída, estão deixando de plantar. Quando voltarem a plantar, vai demorar um pouco para voltar à normalidade, e o preço vai lá para cima. Quem é o patife que vai me culpar pela inflação?”, questionou.

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