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Bolsonaro e seis ministros vão a simpósio de pastores evangélicos

Em evento em Brasília nesta terça, 5, líderes religiosos pedirão ao presidente o avanço da pauta de costumes e celeridade na posse de André Mendonça no STF

Por Reynaldo Turollo Jr. Atualizado em 5 out 2021, 13h56 - Publicado em 5 out 2021, 09h06

Em demonstração de força do eleitorado evangélico, pastores de várias denominações vão apresentar ao presidente Jair Bolsonaro, na tarde desta terça-feira, 5, em Brasília, uma série de demandas que esperam ver atendidas pelo governo até o próximo ano, como o avanço do ensino em domicílio (homeschooling) e restrições para o aborto – temas da chamada pauta de costumes, que está travada no Congresso. O evento vem num momento em que os evangélicos cobram do governo empenho para a aprovação do nome do ex-advogado-geral da União André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal – assunto que inevitavelmente será abordado com Bolsonaro, segundo os pastores. Mendonça é pastor presbiteriano.

“O presidente tem feito um grande trabalho, mas os ministérios precisam fazer mudanças pontuais mais definidas em relação a nossas demandas”, diz o bispo Robson Rodovalho, fundador da Sara Nossa Terra e presidente do Concepab (Conselho Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil), entidade que reúne representantes de igrejas de todo o país e que está à frente do Simpósio Cidadania Cristã. São esperados cerca de 800 pastores de todos os estados no encontro, que será fechado para o público em geral.

Além de Bolsonaro, previsto para discursar às 16h na Igreja Batista Central de Brasília, seis ministros estão confirmados, de acordo com a organização: Paulo Guedes (Economia), Milton Ribeiro (Educação), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), Onyx Lorenzoni (Trabalho), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo).

O ex-AGU André Mendonça, que é evangélico e também deve ir ao simpósio, foi indicado em julho para uma vaga aberta no STF com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello. Desde então, sua sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado ainda não foi agendada, o que tem atrasado sua posse na Corte. A indicação de um nome “terrivelmente evangélico” para o Supremo foi um compromisso assumido por Bolsonaro junto à comunidade evangélica.

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