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As derrotas de Carlos Marun

Estreante na Câmara, parlamentar tem mandato marcado por defesas – malsucedidas – de políticos do PMDB implicados em esquemas de corrupção

Por Guilherme Venaglia - 21 maio 2017, 12h05

Parlamentar estreante na Câmara dos Deputados, o advogado Carlos Marun (PMDB-MS) vem marcando o seu mandato com a defesa de políticos implicados em esquemas de corrupção – apesar de não estar obtendo sucesso. Em 12 de setembro de 2016, foi um dos dois únicos, entre 513 deputados, a subir na tribuna para falar contra a cassação do ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Desde a implosão da crise causada pela delação premiada do empresário Joesley Batista, é justamente Carlos Marun um dos mais histriônicos porta-vozes em defesa do presidente Michel Temer (PMDB). O parlamentar concedeu entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, defendendo que Temer reagia como deveria, por ser “um homem injustiçado”.

Neste sábado, foi ele o responsável por fazer a defesa política do presidente durante a sessão do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que decidiu enviar à Câmara dos Deputados um pedido de impeachment. Ao lado do advogado Gustavo Guedes, Marun fez para Temer o papel que José Eduardo Cardozo, então advogado-geral da União, representou para a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016.

O deputado, no entanto, não teve mais sorte que o ex-ministro. Após sete horas de reunião, a OAB aprovou o pedido de impeachment de Temer por 25 a um – a bancada do Acre se ausentou. O resultado não foi melhor do que aquele que obteve quando se esforçou para salvar Cunha: foi um dos únicos dez deputados que se puseram contra a cassação, contra 450 que determinaram a perda do mandato do ex-presidente da Câmara.

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