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A Praça dos Três Poderes fechada ao protesto contra Temer

Planalto, Supremo e Congresso ficam isolados de manifestantes no maior protesto contra Michel Temer - realidade paralela à Esplanada dos Ministérios

Por Felipe Frazão Atualizado em 24 Maio 2017, 14h22 - Publicado em 24 Maio 2017, 14h17

A imagem da Praça dos Três Poderes nesta quarta-feira é um dos símbolos da crise política que instalou-se no país: amanheceu – e permanece – vazia e isolada, alheia ao Ocupa Brasília, manifestação contrária ao governo Michel Temer e às reformas trabalhista e da previdência. A aparência é de tranquilidade, mas, em verdade, criou-se uma realidade paralela ao caos provocado pela delação da JBS. Circulam pela praça pessoas praticando corrida e pedalando, além de advogados que batem ponto no Supremo e servidores dos três poderes. Pode-se inclusive ouvir o som dos quero-queros que habitam os gramados dos órgãos oficiais, enquanto cerca de 25 000 manifestantes ligados principalmente às maiores centrais sindicais do país [CUT, Força Sindical, CSB, Nova Central, entre outras] marcham sobre a Esplanada com palavras de ordem contra Temer. O isolamento é fruto de um protocolo de segurança assinado entre autoridades de segurança pública, defesa e inteligência do governo e do Distrito Federal. Firmado em abril, ele foi aplicado na greve geral realizada no dia 28 do mês passado. Mas nesta quarta será ainda mais conveniente a Temer, por causa da maior protesto contra ele depois de ter virado investigado por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça.

  • Felipe Frazão/VEJA
    Fora Temer
    Manifestantes protestam contra o presidente Michel Temer, em Brasília – 24/05/2017 Andressa Anholete/AFP
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