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“Putin is fine” = “Putin é legal”

Depois de criticar as primeiras-ministras da Alemanha e da Inglaterra, o presidente americano tem reunião marcada com um líder que ele elogia.

Por Lillian Witte Fibe - 14 jul 2018, 12h15

“Putin é ótimo.” Ou: “Putin é legal” “He’s fine.”  

No mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reunião do G7, grupo dos países mais industrializados, defendeu a readmissão da Rússia ao clube do qual foi expulsa há quatro anos (do então G8) por ter ocupado ilegalmente a Ucrânia e anexado à força a península da Crimeia.

A ideia foi prontamente rejeitada pelos outros seis.

Já as chefes de Estado Angela Merkel, da Alemanha, e Thereza May, do Reino Unido, foram por ele duramente criticadas esta semana.

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Em viagem pela Europa, acusou Angela de ser “refém” (na compra de energia) dos russos. E disse que Thereza negocia de maneira errada o Brexit, a saída do Reino Unido da Europa. Por esse “erro” dela, ameaçou cancelar as conversas sobre acordos bilaterais de comércio. Em seguida, Trump desdisse o que havia dito na véspera ao jornal The Sun, cuja gravação é clara e segue disponível no site do jornal – que, aliás, é da família Murdoch, uma de suas mais notórias apoiadoras.

Pois bem. Fareed Zakaria, em artigo no Washington Post, mostra como Trump caminha em direção ao isolacionismo. E particularmente em direção aos braços de Putin, que é “fine”, e com quem ele vai se reunir na segunda-feira, 16 de julho, na neutra Helsinque, capital da Finlândia. 

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