Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Lillian Witte Fibe Por Blog Política, economia e outros temas do momento. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O brasileiro quer ser governado por um corrupto

Mesmo encarcerado, Lula continuará sendo uma peça decisiva no incerto tabuleiro de nosso cenário eleitoral. Cresce a importância de Luciano Huck.

Por Lillian Witte Fibe Atualizado em 31 jan 2018, 12h58 - Publicado em 31 jan 2018, 12h44

E o Lula, hein? Inelegível, corrupto, lavador de dinheiro – e, portanto, tecnicamente um sonegador – Lula segue liderando a pesquisa de intenção de voto para a presidência da República.
Exímio comunicador de massa, o metalúrgico que presidiu o Brasil por 8 sucessivos anos deve se tornar em breve um presidiário.
Nada disso mudou a preferência de mais de um terço do eleitorado por seu líder carismático.
Mesmo que venha a ser encarcerado, ele continuará sendo uma peça decisiva no incerto tabuleiro de nosso cenário eleitoral.
O Datafolha mediu potencial de transferência de votos e rejeição. Não chegam a ser excelentes para ele e seu PT, mas, comparado aos demais (Temer e Alckmin, inclusive), Lula prova, dia após dia, que os outros partidos simplesmente não têm quadros para fazer frente a ele – ou a candidato apoiado por ele – nas urnas de outubro.
Outro ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, que lançou Luciano Huck e não esconde sua simpatia pela candidatura do apresentador, é que deve ter ficado feliz com a primeira pesquisa divulgada depois da condenação de Lula, na semana passada, na segunda instância.
O candidato oficial dos tucanos, Geraldo Alckmin, dono de potente máquina partidária e, portanto, de tempo na televisão durante a campanha, não decola.
Já Huck, entra pesquisa sai pesquisa, parece confirmar a impressão de que é o outsider com mais potencial para herdar eleitores do líder messiânico.
Que ano nos espera…

Publicidade