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Nas mãos de dois lunáticos

Briga entre EUA e Turquia, deflagrada de olho no voto dos evangélicos americanos em novembro, ameaça estabilidade financeira global.

Por Lillian Witte Fibe - Atualizado em 15 ago 2018, 16h57 - Publicado em 15 ago 2018, 16h37

Sobre a crise turca que, há uma semana,  ameaça deflagrar problemas financeiros globais num perigoso efeito dominó:ainda uma vez, nos vemos nas mãos de dois lunáticos.Erdogan, o presidente da Turquia, fecha cada vez mais o regime. Prende quem dele discorda, reprime e suprime a liberdade de expressão, fecha órgãos de imprensa, e – claro – põe no governo quem ele bem entende.
Exemplo: o genro no Ministério das Finanças.
Como é sabido, resolveu comprar uma briga com a maior economia do planeta, abrindo a porteira da fuga de capitais.
O país está à beira da bancarrota.
Em retaliação ao furioso inimigo, pregou ontem um boicote aos populares iPhones, e anunciou hoje um dramático aumento nas tarifas de importação de variadas mercadorias americanas: arroz, produtos de beleza, cigarro, gim, whisky, rum, conhaque, carros etc.
Quem está do outro lado do ringue?
O lunático presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ele precisa dos votos dos evangélicos nas eleições legislativas de novembro, e, por isso, resolveu abrir fogo com Erdogan, “exigindo” a libertação de um pastor preso na Turquia por motivos políticos.
Não foi atendido, revidou com aumento de tarifas de importação do aço e do alumínio turcos.
Trump também tem um genro trabalhando muito perto dele, na Casa Branca.
Segundo reportagem recente do New York Times, o controverso Jared Kushner se vê como o guardião da “marca política” do sogro (seja lá o que isso signifique), falou em limpar os resistentes do Partido Republicano (que é situação), e garantiu que luta pelos melhores interesses do presidente.
Teme-se que qualquer semelhança com a trágica dupla de lunáticos que tanta tragédia causou à humanidade na primeira metade do século XX não seja mera coincidência.

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