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Exemplos e exemplos

Seis décadas as separam. Que Eileen Parker nos inspire cada vez mais. E Hillary Clinton, cada vez menos.

Por Lillian Witte Fibe 7 jan 2018, 21h47

Enquanto as revelações de celebridades sobre assédio sexual no trabalho continuam a surpreender o mundo, enquanto Hillary Clinton segue ao lado do marido, ex-presidente adúltero que por um triz escapou do impeachment há quase 20 anos, quem nos lava a alma em The Crown é a personagem Eileen Parker.
Há 60 anos, já havia mulheres que, simplesmente, alegavam ter respeito demais por si mesmas e por seus filhos para manter um casamento fracassado.
E não era qualquer casamento, o da sra. Parker.
Filha de um industrial da siderurgia, seu marido era o melhor amigo do marido da rainha da Inglaterra. Ou melhor, da rainha do Reino Unido.
Debaixo de uma tremenda – e direta – pressão da monarquia para que mudasse de ideia, ela deu de costas para todo o glamour da realeza e se divorciou.
Alegou que o marido era adúltero (a justiça mais tarde lhe deu razão), e gerou inevitáveis dúvidas sobre o marido da rainha – prato cheio pra série da Netflix.
Mais de seis décadas depois, as mulheres ainda precisam lutar por direitos iguais, pelo fim da diferença salarial entre os sexos, contra o assédio no trabalho e pela divisão das tarefas domésticas.
Que o exemplo de Eileen Parker nos inspire cada vez mais.
E o de Hillary Clinton, cada vez menos.

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