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A turma dura de Aécio no Supremo

Na era pós-Lula, o PSDB, há 16 anos derrotado na finalíssima da eleição presidencial, vai perdendo o bonde.Seus caciques disputam + e + manchetes policiais.

Aécio Neves, senador da República, neto de Tancredo, tucano, eleito duas vezes governador de Minas. 

Em outubro, foi salvo de uma humilhante suspensão temporária de mandato pelos 11 do Supremo.
Você lembra: o motivo foi aquela horrorosa gravação com Joesley Batista.
Para mandar pegar todas as cédulas de dinheiro roubado, resolve mandar alguém “que a gente mata ele antes de fazer delação”.
Mandou o primo.
Tudo segundo o Ministério Público, que em meados do ano passado, protocolou no Supremo a acusação contra ele com base nessas investigações.
De lá pra cá, rolou um tremendo vai e vem na mais alta corte.
Primeiro, mandaram Aécio ficar longe do Senado e o proibiram de sair de casa à noite.
Mas a decisão, da chamada primeira Turma (5 dos 11 juízes), não durou.
Enrolaram, enrolaram e, em seguida, todos reunidos, deixaram o dito pelo não dito. Pra variar, por 6 a 5.
Mas na próxima terça, 17 de abril, seis meses depois dessa inédita operação salvamento, o destino de Aécio volta a ser decidido por aquela mesma primeira Turma cuja maioria vem se mostrando bem menos tolerante com a corrupção.
Tudo, mas tudo indica que Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux vão reconhecer provas consistentes nas acusações do Ministério Público para transformar Aécio em réu pela primeira vez, a despeito da opinião dos outros dois colegas, Marco Aurélio Mello e Alexandre de Moraes
(No total, o senador tem 9 inquéritos correndo no Supremo. Nove!)
Se instaurado, o processo vai longe.
Nada que o deixe inelegível tão cedo.
Vai ser, porém, mais um ingrediente importante no desgaste dele e do PSDB, que, só a duras penas, o tirou da presidência do partido depois da divulgação das gravações.
Uma semana depois da decisão da primeira turma no Supremo sobre Aécio, vai ser a vez de outro tucano mineiro, Eduardo Azeredo, saber se vai ou não ser preso pelas condenações no mensalão. 13 anos depois do começo das investigações.
E o inquérito sobre as denúncias da delação da Odebrecht contra o agora presidente do mesmo partido, Geraldo Alckmin, deve mudar de Tribunal.
Acabou-se o foro privilegiado do governador que renunciou semana passada pra disputar a presidência da República.
A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo quer a transferência do assunto para a primeira instância.
Mas a procuradoria-barral da República alega que a decisão cabe à justiça eleitoral:  https://g1.globo.com/politica/blog/matheus-leitao/post/2018/04/11/pgr-pede-que-o-inquerito-que-investiga-alckmin-seja-enviado-para-justica-eleitoral.ghtml
É essa a situação só de alguns caciques de um dos maiores partidos do Brasil.
Há 24 anos, o candidato do PSDB chega à finalíssima das eleições presidenciais.
Há 16 é derrotado.
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