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Probióticos são a nova aposta para uma pele bonita

Os probióticos, bactérias boas que colonizam nosso intestino, chegaram à dermatologia com resultados promissores contra acne e até mesmo rugas

Por Jardis Volpe 26 jun 2017, 14h23

As novidades são uma constante quando o assunto é beleza. A mais recente surge das bactérias, micro-organismos vivos que habitam a pele. A microbiota cutânea controla a colonização de organismos potencialmente patogênicos, reduz a inflamação e melhora a função de barreira da pele contra as agressões externas, como a radiação solar e a poluição.

O uso de probióticos – bactérias boas que colonizam nosso intestino – tem se tornado frequente sob a forma de cápsulas orais para melhorar funções intestinais e até a imunidade.

O uso de probióticos na dermatologia

A novidade agora é que esses mesmos probióticos estão sendo utilizados em forma de cremes para melhora da acne e até mesmo para rugas. Estudos recentes mostraram melhora da inflamação nas espinhas, sendo considerada uma alternativa promissora ao uso de antibióticos orais no controle da doença.

Os probióticos tópicos também foram avaliados para o tratamento de pele sensível e seca. Verificou-se que um creme contendo probióticos aumentou significativamente os níveis de ceramida na primeira camada da pele, com melhora da hidratação e das rugas – promovendo ação de rejuvenescimento. Por atuar no controle da inflamação, os probióticos estão sendo estudados em quadros como rosácea, dermatites e psoríase.

Principais desafios a serem enfrentados

Os estudos comprovam a eficácia dos tratamentos com probióticos tópicos, mas existem muitos desafios. Para viabilizar a comercialização dos produtos, a indústria de cosméticos precisa se preparar tecnologicamente para permitir a análise das necessidades de cada pele. Desta forma, os dermatologistas poderão criar um creme personalizado com as bactérias ideais para cada pessoa. Estes processos podem encarecer os produtos, pois os probióticos precisam se manter vivos durante a fabricação e uso dos mesmos.

A proposta é muito interessante e as bactérias “do bem” serão cada vez mais incorporadas pela indústria cosmética em um futuro próximo.

 

Lailson Santos/VEJA

 

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