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Obesidade e fertilidade masculina: um alerta

A obesidade pode causar alterações testiculares que afetam a produção hormonal, de espermatozoides e, consequentemente, a reprodução

A obesidade, acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo, é a patologia mais comum em todo mundo e vem sendo caracterizada como uma verdadeira epidemia mundial. Questão de saúde pública, também preocupa em matéria de reprodução porque associamos obesidade a alterações testiculares que afetam a produção hormonal e de espermatozoides.

Parâmetro comum de avaliação da obesidade, o índice de massa corpórea (IMC) é calculado dividindo o peso (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado. Índices acima de 25 indicam, em adultos, sobrepeso e acima de 30, obesidade. Atualmente, contamos 82 milhões de brasileiros com sobrepeso e um, em cada cinco homens, com obesidade.

As consequências e interfaces da obesidade na fertilidade masculina, estudadas hoje de forma cuidadosa, revelam dados alarmantes. Um trabalho conjunto, com a participação do nosso grupo (Fertility Medical Group), publicado na revista científica Human Reproduction Update, investigou 13.077 homens da população geral , numa coletânea de 21 estudos multicêntricos de vários países e mostrou que a probabilidade de alteração seminal nos homens com sobrepeso aumenta em 11% e, nos obesos, 28%.

Na obesidade mórbida (IMC maior que 40), situação cada vez mais presente em nossa população, dobra a probabilidade de diminuição da motilidade e do número de espermatozoides e, ainda, triplica a probabilidade do homem apresentar azoospermia (ausência de espermatozoides no ejaculado).

As cirurgias antiobesidade, como as bariátricas, embora eficientes no tratamento da obesidade mórbida e no controle do peso em longo prazo, podem ser procedimentos deletérios à fertilidade, pois a qualidade seminal, já muitas vezes alterada em razão do excesso de peso, pode piorar ainda mais a função testicular e a capacidade fértil.

Uma boa dica é fazer uma avaliação seminal criteriosa antes de qualquer tratamento para obesidade, em especial da cirurgia bariátrica, para possibilitar a preservação da fertilidade com terapias adequadas, incluindo o congelamento dos espermatozoides.

 

blog-letra-de-medico-edson-borges

 (Felipe Cotrim/VEJA.com)

 

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  1. Luis Carlos Zardo

    Uma boa notícia pasta os obesos, finalmente…

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  2. Ronaldo Magnavacca

    Por que será que quanto mais subnutrido e por conseguinte isento de obesidade tem mais capacidade de geração de filhos? De acordo com a matéria isso explica por que na Africa faminta o numero de nascimentos seja alto. A função dos homens quanto a produção de espermatozoides estaria preservada?

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  3. E daí? Que mulher transa com obeso? Ou pior – com obeso mórbido? Só gorducho ricaço consegue, o resto é invisível às mulheres. A natureza é sábia: engordou demais, ninguém quer, então fertilidade para quê?
    De um obeso de classe média baixa e solitário.
    Emagrecer ou enriquecer, senão morrer na mão…

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