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O carinho modifica nosso cérebro

Na maior parte dos povos, o cuidado materno é altamente valorizado. Mas será que o carinho de mãe é realmente tão relevante e influente?

É de longa data a discussão sobre o impacto do meio ambiente e da genética em nosso cérebro. Na maior parte dos povos, o cuidado materno junto a seus filhos é altamente valorizado. Mas será que o carinho materno é realmente tão relevante e influente?

Parece que sim. Ao contrário do que imaginávamos, o DNA de nossos neurônios não é tão estático e imutável. Estudos em animais sub-primatas acabam de demonstrar que filhotes de mães que são boas cuidadoras possuem alterações em seu DNA relacionadas a uma diminuição do stress. Se por um lado parece intuitivo que um ambiente favorável diminua o estresse, o surpreendente é que isto possa ser traduzido em alterações no DNA.

Estas mudanças no DNA são possíveis devido a um tipo de genes distintos, chamados de “saltadores”; eles podem replicar-se e instalar-se em diferentes partes do genoma, e assim pode criar neurônios mais adaptados para certas situações. Assim, cada um de nossos neurônios torna-se diferente de seu vizinho. Apesar de menos consistentes, já existem alguns dados em humanos que também sugerem o mesmo tipo de adaptação.

Mas por mais relevante que seja o impacto do meio ambiente, não vamos esquecer o papel da carga genética básica. Vários estudos demonstram claramente que muitas características já presentes nos bastante jovens (como impulsividade, atenção etc) são fatores preditivos para comportamentos dos adultos e adaptação social e profissional no futuro.

Conclusão: um genoma tratado com carinho funciona melhor!

 (Felipe Cotrim/VEJA.com)

 

Quem faz Letra de Médico

Adilson Costa, dermatologista
Adriana Vilarinho, dermatologista
Ana Claudia Arantes, geriatra
Antonio Carlos do Nascimento, endocrinologista
Antônio Frasson, mastologista
Artur Timerman, infectologista
Arthur Cukiert, neurologista
Ben-Hur Ferraz Neto, cirurgião
Bernardo Garicochea, oncologista
Claudia Cozer Kalil, endocrinologista
Claudio Lottenberg, oftalmologista
Daniel Magnoni, nutrólogo
David Uip, infectologista
Edson Borges, especialista em reprodução assistida
Fernando Maluf, oncologista
Freddy Eliaschewitz, endocrinologista
Jardis Volpi, dermatologista
José Alexandre Crippa, psiquiatra
Ludhmila Hajjar, intensivista
Luiz Rohde, psiquiatra
Luiz Kowalski, oncologista
Marcus Vinicius Bolivar Malachias, cardiologista
Marianne Pinotti, ginecologista
Mauro Fisberg, pediatra
Miguel Srougi, urologista
Paulo Hoff, oncologista
Paulo Zogaib, medico do esporte
Raul Cutait, cirurgião
Roberto Kalil, cardiologista
Ronaldo Laranjeira, psiquiatra
Salmo Raskin, geneticista
Sergio Podgaec, ginecologista
Sergio Simon, oncologista

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