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Hepatite B: o que há de novo?

A vacinação ainda é a melhor forma de prevenir a infecção pelo vírus que provoca a doença

Por David Uip Atualizado em 1 nov 2018, 16h14 - Publicado em 1 nov 2018, 15h42

O vírus da hepatite B é da família dos hepadnavírus e é considerado hoje um problema global de saúde pública. Estima-se que aproximadamente 2 bilhões de pessoas no mundo apresentem evidências passada ou presente de infecção. Quase 250 milhões são carreadores crônicos do vírus. A prevalência estimada na América do Sul encontra-se entre 2% a 7%. No Brasil, 1% a 1,5%.

A progressão da doença aguda para crônica varia com a idade, atingindo 90% no período perinatal, 20%-50% entre 1 e 5 anos e menos de 5% em adultos. O diagnóstico de infecção crônica é baseado na persistência do antígeno de superfície (HBsAg) por um período superior a seis meses.

Transmissão

As formas mais comuns de transmissão do vírus B são materno-fetal, sexual e através do uso de seringas e agulhas contaminadas. Há ainda o risco da contaminação nosocomial, ou de paciente para paciente ou do paciente ao profissional da área de saúde, via instrumental ou de forma acidental, pela picada da agulha.

É possível a transmissão horizontal através do contato inadequado do sangue e fluídos sanguíneos do pai com o filho e deve ser comprovada pela análise genética e filogenética do vírus.

  • Vacinação

    A vacinação, pré-exposição, contra o vírus da hepatite B é a melhor forma de prevenir a infecção. A vacinação universal em recém-nascidos é recomendada na maioria dos países. Deve ser administrada ainda a todas as pessoas que não tiveram contato com o vírus (soro-negativos) especialmente aqueles com grande exposição ou considerados imunodeficientes por qualquer causa.

    A profilaxia pós exposição deve ser considerada para os indivíduos que tiveram exposição e potencialmente podem transmitir o vírus. São incluídas a exposição percutânea ou de mucosas ao sangue ou secreções infectadas.

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    Para reduzir a transmissão materno-fetal, filhos de mães soropositivas deverão receber imunização passiva e ativa (vacina e imunoglobulina específica). Adicionalmente, ministrar drogas antivirais em mães com alta quantificação do vírus no sangue.

    Tratamento

    A decisão para iniciar o tratamento é primariamente baseada na presença ou ausência de cirrose hepática, níveis alterados das enzimas hepáticas e da quantificação do vírus no sangue. O objetivo principal do tratamento é a supressão do vírus. Os agentes antivirais para o tratamento da hepatite crônica incluem o Peginterferon, os análogos nucleosídeos – entecavir e tenofovir.

    Muitos pacientes que recebem análogos nucleosídeos são tratados por um período de 4 a 5 anos ou por um tempo indefinido. Pacientes diagnosticados com hepatite crônica pelo vírus B devem ser aconselhados a prevenir o agravamento da doença, evitando o uso de bebidas alcoólicas e vacinando-se contra a hepatite A.

     

     

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