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Conheça as doenças da primavera

Apesar de não termos estações claramente demarcadas no Brasil, manifestações alérgicas e problemas respiratórios são doenças típicas da primavera

Por Mauro Fisberg - 2 nov 2017, 12h42

Todas as vezes que mudamos de estação do ano, pipocam matérias nos jornais, revistas, televisões e canais de mídia de todo o mundo, sobre as doenças da estação. Bom, se para o hemisfério norte isto é uma realidade, aqui no Brasil temos uma dificuldade imensa de entender como devemos nos adaptar a doenças que tem uma característica de mudança de acordo com o calendário. Afinal, não temos claramente estações marcadas, nosso clima é instável, não respeita muito bem os meses do ano, e as doenças que aparecem nos Estados Unidos ou Europa nas mudanças de data não são iguais.

Alergias e problemas respiratórios

Muitas destas enfermidades são típicas da primavera, com maior número de pessoas que tem manifestações alérgicas ou sintomas reativos a pólen, pó, flores, e ao ressecamento do ar. Mudanças de temperatura, maior umidade ou menor umidade, frio ou calor intenso, estão relacionados a aumento de problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos.

A rinite, asma, problemas de tosse e obstrução brônquica pioram muito neste período, justamente quando a umidade do ar atinge índices baixíssimos. Há aumento das queimadas, da temperatura média e da fragilidade da saúde nos extremos da nossa vida. Nos países com clima mais marcado, o desabrochar das flores, as sementes e tudo relacionado à nova floração levam a crises alérgicas sazonais com espirros, obstrução nasal, coriza e tosse.

Os serviços de pronto-socorro que apresentam lotação intensa no período de inverno, voltam a ficar cheios com o aumento das doenças alérgicas respiratórias. Especialmente crianças pequenas e idosos devem ser hidratados com volumes hídricos adequados. Lembramos que são situações em que os indivíduos têm menos sede ou esta sede não é reconhecida.

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Aglomerações e arboviroses

Outras doenças que estão relacionadas a estação do ano são as relacionadas ao calendário escolar, com aumento da presença de fatores de risco com maior aglomeração de crianças em idades precoces, favorecendo a disseminação de episódios de diarreia e doenças de pele.

Mas principalmente devemos nos lembrar que a volta do período chuvoso e quente leva a maior risco da proliferação de mosquitos transmissores de doenças como a dengue, a zika e chikungunya. A prevenção deve ser redobrada, com o controle de depósitos de água limpa e parada em todos os locais. Com a ausência da chuva em muitas regiões do país, o descaso com recipientes, pneus, vasos, depósitos vazios e não cobertos, é grande. Com a volta da chuva, estes locais são propícios para o armazenamento de água e a proliferação das larvas de insetos.

Em toda a região do Caribe e América Central e do Norte discutem-se os prejuízos causados por terremotos e furacões com enchentes gigantescas causadas pelos fenômenos naturais. As enchentes, no entanto, não são privilégio destes locais e devemos lembrar que no Brasil as cheias dos rios levam a aumentos de doenças graves como as transmitidas por urina de ratos. Alternamos períodos de seca intensa, com até 120 dias sem chuvas a períodos em que as chuvas intensas inundam cidades inteiras. A sazonalidade afeta então todo o planejamento de segurança de um país.

 

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Heitor Feitosa/VEJA.com

 

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