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José Casado Por José Casado Informação e análise

Centrão e oposição acham que “liberou geral” nos gastos

Prevê-se uma batalha legislativa para aumentar o "Bolsa Eleição" de R$ 400, e a expansão do fluxo de dinheiro para custeio de emendas parlamentares

Por José Casado Atualizado em 23 out 2021, 09h14 - Publicado em 23 out 2021, 09h00

“Liberou geral”, interpretam líderes governistas e da oposição.

Na prática, significa o seguinte: prevê-se uma batalha legislativa para aumentar o “Bolsa Eleição” de Bolsonaro, como apelidaram.

Centrão e oposição devem convergir na pressão para ultrapassar os R$ 400 anunciados pelo governo. Pretendem, também, ampliar a base de beneficiários, que a Economia quer limitar a cerca de 17 milhões de inscritos no Bolsa Família

Seria apenas o começo. Na cúpula do Centrão já se desenha um aumento substantivo no fluxo de dinheiro para despesas criadas por emendas parlamentares, sobretudo no orçamento paralelo.

Nessa conta orçamentária específica, controlada pelos líderes do Centrão, a previsão para este ano é de gastos de R$ 16 bilhões (sob a rubrica RP-9), sem transparência e fiscalização. A projeção para o ano eleitoral deve ir além, atrelada ao aumento da arrecadação federal, confirmada ontem por Paulo Guedes.

A conta extra para 2022 já oscila de R$ 80 bilhões a R$ 100 bilhões, e tende a aumentar.

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