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Holofote Por Silvio Navarro Os personagens que estão no centro do poder. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

PSDB: última chamada para o desembarque

Grupo também pressiona para que Aécio Neves seja substituído por Tasso Jereissati

Por Silvio Navarro Atualizado em 27 jun 2017, 11h20 - Publicado em 26 jun 2017, 19h01

Um grupo robusto de parlamentares do PSDB vai pressionar seus ministros para que deixem suas cadeiras na Esplanada tão logo seja apresentada a denúncia contra o presidente Michel Temer pela Procuradoria-Geral da República. A ala tucana pró-desembarque, que cresceu nesta segunda-feira, defende que a Executiva da sigla volte a se reunir nesta semana. Na bancada do Senado, o discurso majoritário é de que se trata da última oportunidade para o partido saltar do barco antes de um “abraço de afogados”. A entrega dos cargos ganhou adesões de deputados após o artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicado nesta segunda-feira no jornal Folha de S.Paulo, no qual pede que Temer encurte seu mandato. Também pesam os rumores de que a denúncia contra Temer pode ser ainda mais devastadora do que já se espera. A resistência permanece na ala paulista do partido, cuja contabilidade passa pela negociação de apoio do PMDB nas futuras candidaturas de Geraldo Alckmin e/ou de João Dória em 2018.

  • As conversas de tucanos sobre o fim da aliança com Temer também terminam quase invariavelmente em um tema: a urgência em apear definitivamente Aécio Neves do comando da legenda. Por enquanto, o nome de Tasso Jereissati segue como o sucessor natural.

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