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Câmara banca viagens de petistas para visitar Lula na prisão

Deputados emitiram passagens para Curitiba com verba do mandato

Por Silvio Navarro Atualizado em 11 jul 2018, 19h41 - Publicado em 11 jul 2018, 18h45

O deputado Paulo Pimenta, do PT gaúcho, foi um dos escolhidos pelo ex-presidente Lula para visitá-lo na prisão e transmitir seus recados para a militância do partido. Foi assim, por exemplo, no dia 24 de maio, quando Pimenta e o colega José Guimarães (PT-CE) conversaram com Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba — depois, os parlamentares posaram para fotos e gravaram depoimentos na internet. Naquela semana, os gabinetes dos dois deputados emitiram bilhetes aéreos com destino à capital paranaense. As despesas (uma no valor de 1 633 reais e outra de 849 reais para Pimenta; e 733,17 de Guimarães) foram lançadas no sistema de gastos da Câmara como “Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar“.

Diz o Ato da Mesa Diretora nº 43, de 2009, que detalha as regras para o uso da cota: “A Ceap (antiga verba indenizatória) é uma cota única mensal destinada a custear os gastos dos deputados exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar”. Mais: a Câmara determina que o valor mensal para cada deputado seja calculado de acordo com o trecho de Brasília ao estado que ele representa. Pimenta foi eleito pelo Rio Grande do Sul e Guimarães, pelo Ceará. Qual será a atividade parlamentar da dupla petista em Curitiba?

Em abril, o gabinete da liderança do PT na Câmara, cuja função é dar apoio ao líder da bancada, também emitiu passagens para Pimenta voar de Brasília até Curitiba. A emissão do bilhete foi feita em 9 de abril, no valor de 1 102 reais, dois dias depois de Lula se entregar à Polícia Federal.

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