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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Vídeo: Deputados trocam tapas no Conselho de Ética

Briga de José Geraldo (PT-PA) e Wellington Roberto (PR-PB) teve de ser apartada

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 30 jul 2020, 23h54 - Publicado em 10 dez 2015, 10h24

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O circo do Conselho de Ética(!) e Decoro Parlamentar(!) da Câmara apresenta novos números a cada dia.

Uma discussão entre os deputados José Geraldo (PT-PA) e Wellington Roberto (PR-PB) durante sessão desta quinta-feira acabou em troca de tapas.

Outros parlamentares e seguranças da Casa tiveram de intervir para apartar a briga.

Os ânimos começaram a se exaltar quando os aliados de Eduardo Cunha contestaram a iniciativa de seus adversários de apresentarem uma proposta de afastamento do presidente da Câmara.

O petista Zé Geraldo acusou a “turma de Cunha” de tumultuar e atrapalhar os trabalhos da comissão.

Wellington Roberto, então, protestou, chamando Zé Geraldo de “bagunceiro”, e a confusão se formou.

Assim como na turminha da escola, os ânimos só foram acalmados depois que o deputado do PT foi trocado de lugar e remanejado para uma cadeira distante de Roberto.

O presidente da comissão lamentou o episódio: “Não posso aceitar o que aconteceu aqui agora. Esse espetáculo deprimente para essa Casa envergonha a todos nós, envergonha essa Casa e o Conselho de Ética”, disse José Carlos Araújo (PSD-BA).

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“Aqui não é lugar de disputa corporal. Vossas excelências o façam em outro lugar, e não aqui”, continuou.

Este blog obteve o vídeo da briga.

Assista a mais este exemplo edificante de ética e decoro parlamentar.

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A propósito:

O novo relator do processo de Cunha, Marcos Rogério (PDT-RO), disse que irá apresentar o novo parecer na terça-feira (15) e que deve manter a opinião pela continuidade do processo.

O presidente do Conselho quer votar o relatório na terça, mas a tropa de choque de Cunha deve repetir a estratégia de adiar as sessões por meio de questionamentos regimentais e manobras protelatórias.

Será difícil o Conselho decidir ainda em 2015 se dará ou não continuidade, mas como este blog avisou na quarta-feira, há chances de que a ação aconteça antes de 2045.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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