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Thomas Sowell sobre salários de negros, brancos e mulheres – um vídeo fundamental transcrito e traduzido

Para entender melhor meu artigo “Como a esquerda manipula a opinião pública” [próximo post], segue a transcrição do vídeo em que Thomas Sowell desmonta os chavões da Sra. Propel sobre salários de negros, brancos e mulheres, em debate mediado por William F. Buckley Jr.

William F. Buckley Jr.: A Sra. Propel é advogada da Greenbaum, Wolff & Ernst, formada pela Varsa e também pela Columbia Law School, participa ativamente em uma série de movimentos progressistas e feministas. Sra. Propel.

Sra. Propel [para Thomas Sowell]: Gostaria de fazer-lhe algumas perguntas sobre a economia de emprego, em relação aos negros e os brancos.

As estatísticas que encontrei indicam que atualmente:

– homens brancos ganham em média US$ 17.427 por ano;
– homens negros ganham US$ 12.738;
– mulheres brancas ganham US$ 10.244;
– mulheres negras ganham US$ 9.476.

Fica claro a partir destes números, como de fato eu acho que é claro para a maioria de nós, que em nosso sistema atual existe uma discriminação contra os negros e contra as mulheres.

Já que nem todos os negros terão uma superioridade, como você tentaria equilibrar isso, de modo que haja alguma igualdade nas oportunidades de emprego?

Thomas Sowell: Sinto muito que você tenha perdido a primeira parte do programa, quando eu ressaltei que se você não achar pessoas uniformemente representadas, isso não mostra o efeito institucional, porque quase em lugar nenhum, em questão de assuntos humanos, você vai encontrar pessoas igualmente representadas.

Se você comparar funcionários no que diz respeito a idade, educação, etc., você tem uma imagem totalmente diferente, tanto em relação aos negros, quanto às mulheres.

Os números que eu encontrei, por exemplo, mostram recentemente que se você comparar famílias negras nas quais o marido e a mulher possuem educação de nível superior, com famílias brancas onde o marido e a mulher também possuem educação de nível superior, as famílias negras ganham US$ 2.000 a mais por ano. O problema é que bem poucos negros se encaixam nessa categoria, quando você compara categoria por categoria.

Assim, estamos falando sobre dar às pessoas uma educação decente. Eu estou dizendo que você não pode afirmar simplesmente que os dados levantados nas empresas refletem as políticas do empregador; esses dados refletem as condições básicas em toda a sociedade.

Assim como quando fazemos um levantamento do número de pessoas que estão no hospital, esse número não mostra que as pessoas estão doentes apenas porque elas estão no hospital.

Sra. Propel: Eu concordo com isso, mas você também tem que concordar que de um modo geral, as mulheres ganham menos, por exemplo, para fazer os mesmos trabalhos que os homens.

Thomas Sowell: Não, eu não concordo. Eu não concordo com isso.

Se você está falando de mulheres com os mesmos anos de experiência, com a mesma continuidade no serviço, etc., etc., então quando eu observo isso, eu não encontro essa desigualdade. Eu vejo, por exemplo, que em muitos casos, as mulheres estão ganhando mais, dependendo de como você está analisando as estatísticas. A diferença com as mulheres é entre as mulheres casadas e todos os outros funcionários. Essa é a diferença real.

Sra. Propel: Bem, mesmo entre as mulheres solteiras, as estatísticas do Censo mais recente que eu encontrei são de 1978 e dizem que homens solteiros ganham US$ 11.100 e mulheres solteiras ganham US$ 9.300.

Thomas Sowell: Sim, eu gosto desta palavra ‘solteira’ que é usada.

Quando eu fiz meu estudo eu não usei a palavra ‘solteira’, eu usei ‘nunca foi casada’. Veja: uma mulher solteira aos quarenta anos de idade, tendo passado de dez a vinte anos criando seus filhos não é realmente o mesmo que um homem de quarenta anos que vem trabalhando continuamente por 20 anos.

William F. Buckley Jr.: E o diferencial na sociedade não é tão grande, então você pode facilmente explicar…

Thomas Sowell: Sim, porque quando eu analiso os dados por outro ângulo, eu fiz isso no mundo acadêmico, e descobri que as mulheres que nunca se casaram – que é como as chamo – estavam ganhando mais do que os homens, e da mesma forma quando o governo fez uma pesquisa alguns anos atrás com mulheres que estavam trabalhando de forma contínua desde o ensino médio até os seus trinta anos, descobrimos que elas estavam ganhando um pouco mais do que os homens com as mesmas descrições.

Então, a diferença está entre mulheres casadas e todos os outros funcionários. E os homens casados têm uma vantagem extra, porque suas esposas cuidam de várias coisas, e eles são capazes de dedicar mais tempo às suas carreiras.

Sra. Propel: Tenho certeza que você está ciente do fato de que em cerca de quinze por cento de todas as casas apenas um membro da família recebe um salário.

De modo que quando você fala que as mulheres são capazes de cuidar das coisas para o seu companheiro casado assalariado, o fato é que, na grande maioria dos lares americanos as mulheres também trabalham e, portanto, eu não acho que sua explicação de que as mulheres têm outras responsabilidades, e portanto são…

Thomas Sowell: Trabalho pode significar meio período ou tempo integral. As mulheres não trabalham em tempo integral na mesma proporção que os homens. Empregados que trabalham meio período ganham menos do que os que trabalham em tempo integral.

AGORA LEIA O ARTIGO: Como a esquerda manipula a opinião pública“.

Felipe Moura Brasil – http://www.veja.com/felipemourabrasil

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Comentários
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  1. Comentado por:

    André Flandres

    Puxa, é incrível como esse tipo de embuste estatístico, sem qualquer cuidado com a amostra, continua gerando tantas mentiras influentes.

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  2. Comentado por:

    Geraldo

    É a mesma manipulação que fazem no caso das mortes de gays. Na maioria dos casos o gays são mortos pelos próprios gays, devido às circunstâncias do mundo da prostituição em que os travestis e garotos de programa se envolvem. Mas os ativixiitas manipulam as coisas para provar que foram os heterossexuais, que tem fobia de gays, que os mataram.

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  3. Comentado por:

    Bruno Sampaio

    Nunca acreditei nesse papo. Conheci um monte de mulheres que ganhavam mais que eu para executar a mesma funçao. Tinham mais tempo de casa (empresa, hehehe).

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  4. Comentado por:

    Thomaz Saboia

    Caro Felipe, se me permite uma sugestão, no parágrafo que começa com “Estamos falando de pessoas que alcançam uma educação decente”, acho que o sentido ficaria melhor se fosse dito “Assim, estamos falando sobre dar às pessoas uma educação decente” ou “Assim, estamos falando sobre (mais) pessoas atingirem uma educação decente”. Ele diz “Then we are talking about getting people a decent education”. No contexto do diálogo acho que isso expressa melhor o que Sowell diz.
    Felipe Moura Brasil comenta:
    Obrigado. Já corrigi.

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  5. Comentado por:

    José Manoel

    Estatística é um barato. Podemos encontrar: 70% dos fumantes têm complicações pulmonares. Por outro lado, posso dizer sem receio de errar: 100% dos que bebem água morrem. Em suma, comparar laranjas com bananas dá nessas “coisas” que os manés ficam a discutir e não leva a nada. Hum… com todo respeito, a Sra. Propel usou muito propelente… foi não?

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  6. Comentado por:

    rafael

    Depois dessa Sra. Propel veio vender seu know how para Instituto de Pesquisas Esdrúxulas e Adulteradas aqui no Brasil…

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  7. Comentado por:

    Thiago

    Thomas Sowell e o Dr. Ben Carson são duas personalidades que eu admiro muito pelo discernimento e capacidade intelectuais superiores, conseguidos com suor e muita determinação, e que fazem os intelectuais progressistas (isso nos USA) babarem de raiva, pois são expostos como quadrúpedes. Dois caras que buscaram se educar em vez de procurar o meio apelativo e vitimizador que seu Obama e Co. gostariam que todo afro-descendente seguisse. São pessoas que debatem com argumentos sólidos, com fatos, e não com achismos politicamente corretos e, claro, equivocados.
    Esses dois fazem a esquerda americana bugar, pois são conservadores, “apesar” de negros. Eles provam que essa história de pré-condição de vítima social é balela progressista, pois quando debatem com os progressistas estes se esquecem da “condição” de vítima social à qual aqueles pertencem, ou deveriam pertencer, e os atacam como se malditos imperialistas fascistas opressores fossem – seja lá o que isso signifique, hehe.

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