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Só atos falhos se salvam no teatro filmado de Dilma, Cardozo e Bancada da Chupeta

Blog resume e comenta as "pérolas" das sessões do julgamento do impeachment

chupeta

Segue cobertura em tuitadas (acumuladas).

1.

Manhã desta terça-feira, 30:

– Começou a festa. #DilmaNuncaMais

australia impeachment

– Vândalos do MTST ateiam fogo na Marginal Tietê para reclamar da mortadela perdida e imprensa chama de “manifestações contra o impeachment”.

fogo tiete

– Toda vez que imprensa chama vandalismo de “manifestação”, ela legitima o vandalismo.

[Começa sessão do julgamento de Dilma Rousseff, com a seguinte ordem de discursos:]

senadores

– Ricardo Lewandowski diz que votação do impeachment deve ser na manhã de quarta-feira. Na Nova Zelândia já é impeachment também.

– Janaína Paschoal: “Ninguém pode ser perseguido por ser mulher. Entretanto, ninguém pode ser protegido [ao descumprir leis] por ser mulher.”

– Janaína Paschoal menciona Deus e diz que foi Ele quem deu coragem para pessoas se erguerem e fazerem algo a respeito. Esquerda pira com ela.

– Não falei que esquerda pira com menção a Deus? Veja tamanho do colchete da revista pautada por Lula para distorcer Janaína:

Captura de Tela 2016-08-30 às 12.07.58

– Janaína Paschoal repete que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, retirou fatos da denúncia inicial. Repito: PT é ingrato a Cunha.

– Janaína Paschoal encerra seu discurso em lágrimas e diz: “Fiz isso pensando também nos netos dela (de Dilma)”. Ela nunca entenderá.

– Janaína Paschoal é uma cidadã brasileira que luta pelo ideal da Justiça, a despeito de todos os ataques sofridos em decorrência desta luta.

– Deputado José Guimarães (PT-CE), que gritou “golpista” para Janaína Paschoal, é aquele cujo assessor foi preso com dólares na cueca.

– Aloysio Nunes pediu que Guimarães fosse retirado, Bancada da Chupeta afetou indignação, houve tumulto, Lewandowski suspendeu e reiniciou sessão. Ceninha do PT.

– Miguel Reale diz que impeachment mostra amadurecimento do Brasil, que não pode mais ser país lulista da “vanglória de não ler livro nenhum”.

– Miguel Reale: “Estamos fazendo a mais certa e clara Justiça, proporcional aos atos que foram praticados.” E Lava Jato ainda pode fazer mais.

– Piada do dia: “Isso aqui não é uma cena. Nós não estamos aqui fazendo uma encenação.” (Gleisi Hoffmann, estrela do filme do PT)

– Gleisi mistura novamente crime penal (analisado pelo MPF) e crime de responsabilidade (julgado pelo Senado) para confundir a população.

– Gleisi ataca advogados de acusação alegando que fizeram discurso político (como todos os petistas), não técnico. Dois pesos, duas ceninhas.

– Aécio: “É lamentável, mas compreensível” que “esta senadora” Gleisi, “que vem ofendendo esta Casa”, ofenda advogados Janaína e Miguel Reale.

– Lewandowski lê artigo: são “invioláveis” os atos e manifestações dos advogados no exercício da profissão. Gleisi só queria fazer cena mesmo.

– Cardozo confessa em suposto ato falho: “Qual era a acusação dirigida àquela jovem [Dilma Vana Rousseff no período militar]? Lutar contra a democracia.”

– Relembro a confissão que a própria Dilma, tentando se esquivar do comunismo, deixou escapar a Datena de que lutava por um país socialista:

– Relembro no ponto do vídeo abaixo as confissões de esquerdistas que, de fato, lutavam pela ditadura do proletariado com Dilma:

[Retomo a sessão:]

– Ué, não é para falar só das denúncias, Gleisi? Por que Cardozo está falando da vistoria [necessária] em urnas eletrônicas? PT é só cinismo.

– Cardozo cita tortura, ataca Cunha, exalta Dilma (investigada por obstrução, como ele) por não frear Lava Jato. Nada de denúncias. Só mimimi.

– Quando Cardozo fala em políticos que articulavam com Eduardo Cunha, lê-se: Jaques Wagner. Tentou, tentou, tentou, mas perdeu. E agora chora.

– Cardozo sobre Dilma: “Uma mulher que incomoda.” Os desempregados, decerto. “Uma mulher.” Aí chegou a insinuação de misoginia. Dã.

– Cardozo: “É impossível perceber como Dilma Rousseff foi discriminada por ser mulher.” Mentira. Foi protegida. Fosse homem, já tinha caído.

– Cardozo fica questionando parlamentares se receberam ordens de Dilma para transgredir leis. Petistas jamais responderiam que sim, Cardozo.

– Impeachment nada tem a ver com ordens de Dilma para parlamentares transgredirem leis, Cardozo. Mas com fraudes fiscais e decretos ilegais.

– Cardozo chama Júlio Marcelo de “militante” que “atuava” convocando protestos. Isto por 1(!) post de compartilhamento de notícia. É podre.

– Além do Le Monde, Cardozo cita The Guardian. Para se ter ideia da fama, filósofo inglês Roger Scruton chama intelectuais, jornalistas e demais indivíduos de esquerda de “guardians” por rezarem a cartilha do jornal.

– Traduzo o verdadeiro “ad argumentandum tantum” de Cardozo: se este meu truque retórico não servir para vocês, ainda tenho outro, ok? Caiam!

– Anastasia sorri com serenidade diante de acusações de Cardozo de que criou contorcionismo. Ato de Cardozo, em psicologia, chama-se projeção.

– Cardozo cita “todas as testemunhas”… que trabalhavam para governo Dilma. Dã. E Nelson Barbosa é acusado também. Dã. Só falta citar Gleisi.

[Minutos depois…]

– Ué, Cardozo acabou de falar? Acho que eu dormi.

– Cardozo chora após discurso e alega “injustiça” contra Dilma. Qual será a musiquinha de fundo no filme?

2.

Destaques sobre as respostas de Dilma aos senadores na segunda-feira, 29:

– Dilma: “Eu discordo que a Constituição proíbe…” Na verdade, Dilma discorda da Constituição.

– Dilma, em dilmês: “É muito difícil me condenar por algo que eu não estava presente.” Dilma não estava presente na presidência da República.

– “Querer dizer que a crise fiscal do país é por causa de três decretos…” Não, Dilma. É por causa da senhora mesmo. Decretos são só a burla.

– Aloysio Nunes: “Por que a senhora não recorreu ao STF e ao MPF? João Goulart não tinha a quem recorrer.” Mas ela só conhece João “Gularte”.

– Dilma: “São os senhores senadores que têm o poder de me julgar.” Logo, têm o de decidir pelo impeachment. Mas Dilma chama de crime e golpe.

– Dilma: “Não cometam o crime de condenar um inocente.” Fique tranquila, Dilma. Ao decidir pelo impeachment, senadores condenarão uma culpada.

– Sugiro pergunta a Dilma: “A senhora diz que acolhe críticas com humildade, mas não reconhece crimes nem erro algum. Quais a senhora admite?”

– Ainda que todas as razões da crise fossem externas (o que é mentira), um governo tem de se precaver contra ela. E Dilma só expandiu gastos.

– Dilma diz que impeachment virou pauta 2 meses após sua posse. De fato, demorou muito. Ela já tinha arrasado o Brasil. E Aécio demorou mais.

– Dilma, que usou bancos públicos para financiar programas eleitoreiros, acusou os outros de “descompromisso com a coisa pública”. Risos.

– Dilma vangloriou-se de obras que “nos dispomos a concluir”. Lembrei-me dos debates de 2014 em que ela declarou concluídos metrôs inacabados.

– Investigada por obstrução de Justiça, Dilma acusa os outros de querer estancar sangria. Mais risos.

– Magno Malta: “A senhora mentiu no processo eleitoral?” Dilma: “Eu não menti no processo eleitoral.” E diz que ninguém sabia da crise. Risos.

– Dilma: “Nós não temos bola de cristal para antecipar realidade.” Na campanha de 2014, Dilma só tinha bola de cristal para antecipar ficção.

– Dilma: “O ‘liberou geral’ leva a gastos absolutamente insustentáveis.” Descrição perfeita de seu próprio governo.

– Dilma: “Espero que eu não esteja incomodando e aborrecendo os senhores senadores.” Claro que está. Ninguém mais aguenta tanta mentira.

– Dilma: “Eu estou sendo repetitiva.” Lampejo raro de consciência.

Felipe Moura Brasil ⎯ https://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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