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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Sérgio Moro lava a jato caminho para chegar a Lula. Prisão de Duque e Assad aproxima investigação do ex-presidente e expõe o vexame do Supremo Tribunal Federal

Tremei, Lula! Não adiantou o STF vergonhosamente mandar soltar e depois deixar solto o petista graúdo Renato Duque, a pedido do ex-presidente da República. A Operação Lava Jato acaba de prender de novo o ex-diretor de Serviços da Petrobras, afilhado do mensaleiro José Dirceu. Motivo: o Ministério Público Federal descobriu que ele continuou lavando dinheiro mesmo […]

Por Felipe Moura Brasil - Atualizado em 11 Feb 2017, 14h21 - Publicado em 16 Mar 2015, 10h58

LulaCocandoCabeca1Tremei, Lula!

Não adiantou o STF vergonhosamente mandar soltar e depois deixar solto o petista graúdo Renato Duque, a pedido do ex-presidente da República.

A Operação Lava Jato acaba de prender de novo o ex-diretor de Serviços da Petrobras, afilhado do mensaleiro José Dirceu.

Motivo: o Ministério Público Federal descobriu que ele continuou lavando dinheiro mesmo depois da deflagração da Lava Jato, em março de 2014.

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Duque, de fato, “esvaziou” suas contas na Suíça e enviou 20 milhões de euros para contas secretas no principado de Mônaco. O dinheiro, que não havia sido declarado à Receita Federal, acabou bloqueado pelas autoridades locais.

A 10ª fase da Lava Jato, batizada de “Que país é esse?”, responde portanto no nome e na prática ao cinismo de Duque, que pronunciou essa pergunta no dia em que foi preso pela primeira vez, em novembro do ano passado.

Como não adorar o trabalho do juiz Sérgio Moro e dos procuradores do MPF?

De quebra, eles pegaram também Adir Assad, apontado como verdadeiro dono de empresas utilizadas pelas empreiteiras para lavar dinheiro no esquema do petrolão.

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Na época da CPI do Cachoeira, a VEJA descreveu Assad como o “rei dos laranjas e dos caixas de campanha”, tendo faturado 1 bilhão de reais com serviços de corrupção e financiamento clandestino de candidatos.

Queridinha do governo Lula, a JBS Friboi pagou 1 milhão de reais, na “véspera da eleição” de 2010, a uma empresa de Assad. Em 2011, a usina São Fernando Açúcar e Álcool desembolsou 3 milhões de reais para Assad.

O dono da JBS é “amigo do peito do ex-presidente” e o dono da São Fernando é José Carlos Bumlai, amigo íntimo de Lula que se tornou peça-chave do petrolão.

Foi Bumlai quem:
1) garantiu a Fernando Baiano, operador do PMDB no esquema, o livre acesso dentro da Petrobras;
2) avalizou a nomeação do até então desconhecido funcionário Nestor Cerveró para diretor internacional da estatal;
3) assegurou os “privilégios” da UTC junto à Petrobras, permitindo que ela se tornasse uma das maiores empreiteiras do Brasil e uma das maiores doadoras do PT.

O desespero petista
É por essas e decerto outras que Gerson Camarotti, do G1, escreveu que “integrantes da cúpula do PT ouvidos pelo blog demonstraram apreensão com a prisão de Renato Duque. Apesar das negativas oficiais, no PT todos reconhecem que Duque era um homem ligado ao partido, principalmente a José Dirceu. O temor na legenda é que uma prisão prolongada de Duque acabe tendo efeito psicológico sobre o ex-diretor semelhante ao que ocorreu com Paulo Roberto Costa, que, depois de preso pela segunda vez, acabou fazendo delação premiada”.

O PT, portanto, teme que Duque diga a verdade e entregue seus comparsas do alto escalão.

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Em mais uma jogada de craque, Sérgio Moro lavou a jato o caminho para chegar a Lula. Os 2,2 milhões de brasileiros que foram às ruas contra Dilma e o lulopetismo no domingo, segundo atualização do G1 nesta segunda, podem comemorar mais essa vitória.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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