Clique e assine a partir de 9,90/mês
Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Ricardo Pessoa entrega Dirceu e Vaccari. Bom começo

Os pagamentos a José Dirceu eram propina. Quem garantiu foi o nosso pré-delator favorito, Ricardo Pessoa, dono da UTC e coordenador do cartel da Petrobras, em reunião com investigadores da Operação Lava Jato na semana passada, ainda não em depoimento formal. Pessoa, segundo a Folha deste domingo, disse que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o […]

Por Felipe Moura Brasil - Atualizado em 11 Feb 2017, 14h05 - Publicado em 22 Mar 2015, 10h55

Dirceu 1Os pagamentos a José Dirceu eram propina.

Quem garantiu foi o nosso pré-delator favorito, Ricardo Pessoa, dono da UTC e coordenador do cartel da Petrobras, em reunião com investigadores da Operação Lava Jato na semana passada, ainda não em depoimento formal.

Pessoa, segundo a Folha deste domingo, disse que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o “Moch”, autorizava que os valores pagos à consultoria do ex-ministro fossem descontados da propina devida pelas empresas que tinham negócios com a diretoria de Serviços.

O diretor de Serviços da Petrobras era Renato Duque, o afilhado político de Dirceu preso em Curitiba há uma semana e que permaneceu quase calado na CPI da estatal.

Continua após a publicidade

Empresas investigadas pela Lava Jato pagaram R$ 9,5 milhões pelos serviços da consultoria de Dirceu, enquanto Duque era diretor. E era Dirceu quem procurava as empresas, não o contrário.

A Camargo Corrêa, segundo seus executivos presos, decidiu contratar os serviços do mensaleiro – identificado como “Bob” no esquema – por temer que uma recusa prejudicasse seus negócios com a Petrobras. Ou seja: para fazer negócio com o PT, precisava molhar a mão de Dirceu.

Os investigadores, diz o jornal, “acreditam ter localizado um vínculo entre Dirceu e o esquema de corrupção ao encontrar entre os clientes do ex-ministro a Jamp Engenharia, do consultor Milton Pascowitch, apontado como um dos operadores que teria distribuído propina para o PT”.

O cerco está se fechando para o “Bob”. A Papuda aguarda ansiosamente a sua volta.

Continua após a publicidade

* Veja também aqui no blog:
PT já garantiu silêncio de Eike. Falta o de Ricardo Pessoa

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

Siga no Twitter, no Facebook e na Fan Page.

Publicidade