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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

O PSOL de Freixo tem ligação com a Venezuela de Maduro

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 31 jul 2020, 04h26 - Publicado em 17 fev 2014, 17h20

1.
 
Não é irônico como o PSOL acusa a polícia de Sérgio Cabral de abusos contra supostos manifestantes, tendo apoiado o ditador Maduro da Venezuela, cujas tropas matam estudantes que se manifestam?

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PSOL Maduro

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Pois é. O partido que reclama das balas de borracha da polícia é o mesmo que apoia o ditador das balas de verdade contra o povo.
 
2.
 
O que fazem militantes do PSOL como Cid Benjamin e Milton Temer neste momento em que estudantes que se manifestam morrem na Venezuela com tiros pelas costas? Simples: eles postam foto de uma marcha em apoio ao ditador Maduro, sem se dar conta de que ela era antiga – e, depois reconhecem o erro… da foto, claro. Do apoio ao ditador, jamais.

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[A propósito, como já resumiu Reinaldo Azevedo: “Maduro é ditador mesmo tendo sido eleito? É. Para começo de conversa, foram eleições sujas, feitas sob a ação terroristoide das milícias e sem que a oposição tivesse acesso à televisão — hoje um monopólio estatal.”]
 
3.
 
Já imaginou a reação de Marcelo Freixo se o governo Cabral tivesse cancelado o seu voo – como o opositor Leopoldo Lopez acusa o governo Maduro de ter feito – para uma assembleia de apoio aos estudantes detidos, por cujas liberdades ele estivesse lutando? Já imaginou a gritaria do PSOL se Cabral tivesse feito qualquer coisa parecida com a suspensão, por parte de Maduro, dos serviços de metrô e ônibus que fazem o transporte entre Caracas e os municípios próximos (Sucre, Chacao e Baruta), governados pela oposição e palco do início dos protestos, conforme denuncia o jornal espanhol El País? Pois é. No PSOL, “truculência” no (…) dos outros é refresco. Se a “truculência” é socialista, ganha apoio e tudo.
 
4.
 
Para quem ainda não viu. Para quem ainda não sabe. Para quem ainda segue pelas ruas do Brasil aqueles que se guiam pelos mesmos ideais não dos manifestantes venezuelanos, que lutam pela democracia, mas do governo socialista contra o qual eles se rebelam.
 
Pray for Venezuela. [Versão em espanhol – aqui.]

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5.
 
Jaime Bayly, “El francoatirador”, jornalista e escritor peruano, apresentador do programa “Bayly” na Mega TV dos Estados Unidos, é uma das vozes contra o socialismo chavista de Maduro, o ditador – apoiado por Lula e, como não poderia deixar de ser, pelo PSOL – que limita a veiculação de notícias sobre os protestos na TV e na imprensa de seu país. Aqui, Bayly analisa as três mortes por assassinato ocorridas durante os atos.

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6.
 
Ótimo trabalho investigativo do portal Últimas Noticias sobre os disparos da polícia e dos milicianos de Maduro contra o próprio povo – e repito: não é com bala de borracha, daquelas de que o PSOL que apoia Maduro reclama no Brasil, não, hein. São de verdade mesmo.

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Legendinha para ajudar:
SEBIN – Servicio Bolivariano de Inteligencia Nacional;
PNB – Policía Nacional Bolivariana;
Bolivariano(a) – Referente a Simón Bolívar, “El Libertador”, líder militar e político que esteve à frente da luta pela independência do domínio espanhol de seis países latino-americanos, inclusive sua Venezuela natal.

 
7.
 
Enquanto isso, em Brasília, sobe a plaquinha: “Ai eme frôn brazílian góvermênti end Ai dônti kéri. #PrêiFórForoDeSãoPaulo.”

PrayforVenezuela

[Sobre o Foro de São Paulo, voltarei a falar em breve.]
 
8.
 
Os brasileiros podiam fazer isso lá fora também, já que, ao menos em números absolutos, nosso país tem quase o triplo (70 mil) de homicídios por ano do que a Venezuela (25 mil) teve em 2013.

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Número de homicídios por 100 mil habitantes:
 
Caracas – mais de 100;
Brasil – 26.
São Paulo – 10,5.

 
Inflação em 2013:
 
Brasil – 5,91%;
Venezuela – 56,2% (8 vezes e meia a mais).

 
9.
 
Tanto se dá um valor incondicional à fama no mundo de hoje que alçar a ela alguém cujas atividades imorais ou ilegais se denunciam virou, para muitos, um erro, uma estupidez, uma falta de ética, um favor que se presta ao inimigo, como se fosse mais eficaz para desmascará-lo – ou para provocar as investigações que levem à sua captura – e também educativo para dissuadir quem lhe queira seguir o caminho lançar-lhe apenas uma crítica discreta em nota de rodapé ou, quem sabe, ignorá-lo de vez, na esperança de que um suposto ostracismo dê cabo de suas atividades por si só. Mais um pouco e vão dizer que retrato falado é presente de Natal.

Sininho VEJA

10.
 
Finalmente um ator de verdade que, mesmo sendo de esquerda, sabe o seu lugar.
 
Boa, Kevin. Ensine às crianças.

foto

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Matéria do El País em português – aqui.
 

11.
 
De resto: “já começam aqueles a dizer” as coisas muitos anos antes, porque são aqueles que sabem com que tipo de gente estão lidando.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=dXhxzVWdLrM?feature=oembed&w=500&h=281%5D

Felipe Moura Brasil – http://www.veja.com/felipemourabrasil
 
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