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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

O bebê que não estava lá

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 31 jul 2020, 04h47 - Publicado em 16 dez 2013, 15h44

Leio no Globo:
 
Mulher com gravidez psicológica é operada em Cabo Frio
 
– Equipe médica só percebeu que não havia bebê ao abrir a barriga da paciente
– O caso aconteceu na última sexta-feira na Região dos Lagos
 
RIO – Uma mulher de 37 anos, que estaria grávida há 41 semanas, foi internada com as dores do parto no Hospital da Mulher de Cabo Frio, na Região dos Lagos, passou por uma cirurgia feita por uma equipe de seis profissionais mas não havia nenhum bebê na barriga. O caso aconteceu na sexta-feira e a mulher, cujo nome foi preservado pelos médicos, recebeu alta neste domingo. Foi um caso de Pseudociese (quadro no qual a mulher apresenta os mesmos sintomas da gravidez, embora não se apresente gestante). A paciente chegou ao hospital com um cartão de pré-natal. Não foi feito a ultrassonografia porque, segundo a direção do hospital, a paciente alegava fortes dores e o cartão pré-natal indicava que ela estava no limite para o trabalho de parto.
 
— Ela já estava com o pré-natal feito e indicando que estava no limite para realizar o parto de uma criança, passando da hora. Como os médicos não ouviram o batimento fetal resolveram que não daria tempo de pedir uma ultra. Seria o caso de o neném entrar em sofrimento. Feita a cirurgia, foi grande a surpresa de não encontrar o feto. Não se chegou propriamente à cesárea, na verdade foi uma laparotomia (primeira etapa do procedimento cirúrgico). Foi aberto o abdômen e constatou-se que o útero era pequenininho e não tinha criança — explicou a diretora do Hospital da Mulher, a médica Rosalice de Almeida ao repórter Eduander Silva, acrescentando que a paciente não teve reação, ficando em silêncio, depois que foi constatado que ela não estava grávida. (…)
 
Leia mais aqui.
 
Comento:
 
Os médicos do hospital acreditaram que a mulher de 37 anos estava grávida, tentaram realizar imediatamente o parto e ficaram surpresos de não encontrar o feto. Assim foi em Cabo Frio. Um caso de Pseudociese. Em cada 22 mil “gravidezes”, estima-se, uma é psicológica.
 
Agora imagine um mundo onde os profissionais de vendas de uma clínica fazem mulheres aflitas – não só adultas, mas também adolescentes – acreditarem que elas estão grávidas, tentam persuadi-las a realizar imediatamente não o “parto”, mas o “aborto”, e onde os “médicos” não ficam nem um pouco surpresos de não encontrar o feto, porque já sabiam que ele não estava lá.
 
Este é o mundo do aborto industrializado. O mundo da gravidez psicológica induzida, que talvez mereça o nome de gravidez hipnótica.
 
O procedimento comercial é descrito em detalhes no filme ‘Blood Money – aborto legalizado’ pela ex-proprietária de uma clínica que fazia exatamente isto.
 
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Assista pelo menos ao trecho de 52:53 a 56:55 e entenda este aspecto prático da indústria do aborto, um dos muitos naturalmente ignorados por quem vive no paraíso abstrato das ideias lindas.
 
Destaque para as frases: “Se o teste desse negativo, era uma técnica de vendas diferente” e “Poderia colocar qualquer pessoa em cima da mesa e eu encontraria uma gravidez, porque você só precisa encontrar uma bolsa. Todo mundo tem bolsas no abdômen.”
 
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Aviso às abortistas: antes de ter um ataque histérico na sessão de comentários, favor ler meu artigo “O filme que o Bonequinho do Globo não quer que você veja“. Obrigado.
 
Felipe Moura Brasil – http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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