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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Menor se apressou para matar ex-namorada porque sabia de punição branda antes de completar 18 anos! Só faltou citar a cartilha do deputado Marcelo Freixo, do PSOL

Por Felipe Moura Brasil - Atualizado em 2 dez 2016, 15h55 - Publicado em 13 mar 2014, 21h49

Escrevi ontem: “No Brasil do ECA, ‘despedida de menoridade’ se faz com cadáver“, comentando o episódio abaixo e lembrando o que questionei um ano atrás, em deboche aos esquerdistas que protegem bandidos: “Se as noivas celebram despedida de solteira com vários go-go-boys, por que os pobres de 17 anos não podem celebrar despedida de menoridade com um cadáver? (…) Dependendo do ódio pela vítima no caso de homicídio ou do tesão, no de estupro, talvez valha mesmo a pena arriscar um período de recolhimento, e daí?”
 
Pois é. Pelo visto, valeu. Leia trecho da matéria na Veja.com:
 
O menor que matou a adolescente Yorrally Dias Ferreira, de 14 anos, filmou a execução e enviou as imagens para amigos pelo celular é frio, não demonstra arrependimento e teria apressado a morte da ex-namorada porque completaria 18 anos dois dias depois do crime. Essas são as primeiras conclusões da investigação da polícia e do Ministério Público do Distrito Federal, após tomar depoimentos do infrator, dos amigos que viram as imagens e de familiares da vítima.
 
“Ele contou, no depoimento, que trocou uma bicicleta e um aparelho de som pela arma. A compra foi feita no dia do crime. O menor apressou a venda das coisas para conseguir pegar a arma porque ele sabia que se matasse a Yorrally na terça-feira, quando ele já tivesse 18 anos, iria para uma prisão comum. Ele me disse que não queria ir para a cadeia porque sabia os risco que corria, que temia ser violentado, e que demoraria muito para sair. E disse, com frieza: ‘Peguei a arma logo e resolvi o que precisava’”, afirmou o promotor de Infância e Juventude do DF Renato Barão Varalda.
 
Yorally foi morta no último domingo, depois de ser levada para um matagal no Novo Gama (GO), onde foi baleada com um tiro na cabeça. Amigos do menor afirmaram que receberam as imagens do crime pelo celular ou as encontraram publicadas na internet. A delegada Viviane Bonato disse que o celular apreendido com as supostas imagens foi encaminhado para perícia. O motivo da barbárie: o delinquente estava com ciúmes porque Yorally estava namorando um rapaz de uma gangue rival. (…)

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Ela implorou: ‘Pelo amor de Deus, não me mate’, disse Rosemary Dias Ferreira, mãe da menina Yorrally, de 14 anos, morta com um tiro pelo ex-namorado – um monstro protegido pelo ECA

Eis aí. Só faltou o menor citar a cartilha do mandato de deputado estadual de Marcelo Freixo, do PSOL, sobre “a redução da idade penal”, sem dúvida um dos melhores exemplares da embromação esquerdista universal, conforme comentei ontem no Facebook. Esta imagem, como tantas, parece piada, mas não é: está lá na página 12.
 
Captura de Tela 2014-03-12 às 20.12.47“Prender as pessoas melhora a sociedade?” é uma das perguntas mais picaretas da Via Láctea. Fala de “pessoas”, não de “criminosos”. Fala em “melhorar a sociedade”, não em punir os criminosos e impedi-los de cometer novos crimes. “Diminui a violência?” é o truque para tirar o foco da punição e do impedimento. Se a violência continua na “sociedade”, não deveria ser (por mais que haja casos de mandantes desde dentro) por causa do bandido preso, porque – como posso explicar? – ele está preso!
 
Graças a picaretagens intelectuais desse naipe, que endossam as regras do famigerado ECA (o Estatuto da Criança e do Adolescente), assassinos como o menor de Gama sabem que não ficarão muito tempo atrás das grades por seus crimes.
 
Marcelo Freixo tem ligação com a barbárie dos “di menor”.
 
E os senadores que há menos de um mês votaram contra a proposta do senador paulista Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, que ao menos previa a possibilidade de se processar criminalmente o menor entre 16 e 18 anos, a depender do crime, com a autorização do juiz e depois de uma avaliação médica, também. São eles:Senadores contra maioridade penal
 
Angela Portela (PT-RR)
Aníbal Diniz (PT-AC)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Gleisi Hofmann (PT-PR)
José Pimentel (PT-CE)
Antônio Carlos Valadares (PSB-PE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)
Lúcia Vânia (PSDB-GO)
Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)
 
Quanto a julgar bandido pela gravidade dos seus atos, independentemente da idade, isto nem entra – repito – na discussão viciada dessa gente.
 
Daqui a pouco, a “despedida de menoridade” vira moda como o “rolezinho” e ninguém sabe por quê.
 
Felipe Moura Brasil – http://www.veja.com/felipemourabrasil
 
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