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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Igreja de negros pichada com “Vote Trump” foi queimada por negro

Falsas narrativas caem. No Brasil, menor negra foi quem ofendeu filha de atores

Por Felipe Moura Brasil Atualizado em 30 jul 2020, 21h05 - Publicado em 21 dez 2016, 23h09

Duas falsas narrativas raciais caíram nesta quarta-feira (21).

No Brasil, a delegada Daniela Terra, da DRCI (Delegacia de Repressão dos Crimes de Informática), revelou que a ofensa racial contra a filha negra dos atores Bruno Gagliasso e Giovana Ewbank foi cometida por uma menor negra, de 14 anos, que não se mostrou arrependida.

Nos Estados Unidos, o porta-voz do Departamento de Segurança Pública do Mississipi, Warren Strain, revelou que o incêndio, com pichação “Vote Trump”, de uma igreja de negros no dia 1º de novembro, a uma semana da eleição presidencial americana, foi cometido pelo também negro, agora preso e acusado, Andrew McClinton, de 45 anos, que tem ficha criminal e é membro da mesma congregação.

Ambos os casos foram tratados por setores da mídia e demais militantes de esquerda – todos que acusam sites e blogs independentes de plantar “notícias falsas” – como crimes de ódio cometidos por brancos contra “toda a comunidade negra”.

A CNN, em sua campanha deliberada para eleger Hillary Clinton, rapidamente destacou a pichação pró-Trump e repetiu exaustivamente a notícia em sua programação, sendo, como de costume, seguida por toda a imprensa brasileira.

A revista esquerdista The Atlantic explorou o caso com manchetes sensacionalistas como “Uma igreja negra queimada em nome de Trump“; assim como o Daily Beast publicou o artigo “Uma igreja negra queimada mostra que o presidente Trump não condenaria seus próprios terroristas“.

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Este blog, sem cravar culpados, desconfiou publicamente de eventual armação feita para estimular a repulsa contra eleitores de Trump, tachados de “brancos raivosos” e “deploráveis” pelos democratas; e lamentou que a imprensa nem sequer citasse esta possibilidade lógica.

Mike Chaney, oficial do estado do Mississipi, disse que a investigação continua, mas “não acreditamos que [o incêndio] tenha sido politicamente motivado, pode ter havido alguns esforços para fazê-lo parecer politicamente motivado”.

Talvez seja um modo menos comprometedor de descrever o episódio; talvez houvesse motivação pessoal à qual o incendiário tentou encobrir com a pichação política.

Seja como for, agora é o momento dos esforços para varrer para baixo do tapete a falsa campanha do medo e da vitimização alimentada pelas chamas.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

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