Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Escravo cubano do “Mais Médicos” fala ao blog sobre sequestro de parentes e ameaças dos vigias da ditadura: “Somos tratados como propriedade do governo”

Com a cumplicidade da presidente Dilma Rousseff, que finge lutar por democracia e liberdade, a ditadura cubana está ameaçando desde janeiro cassar o diploma de profissionais do programa “Mais Médicos” que insistirem em manter seus familiares no Brasil. Em outras palavras: Para evitar deserções, os irmãos Castro querem sequestrá-los e mantê-los como reféns. A Folha informa neste sábado (21) que “outra forma […]

dilma_cuba030135

O ditador Raúl Castro e Dilma Rousseff, em Cuba: felizes com o tráfico de escravos

Com a cumplicidade da presidente Dilma Rousseff, que finge lutar por democracia e liberdade, a ditadura cubana está ameaçando desde janeiro cassar o diploma de profissionais do programa “Mais Médicos” que insistirem em manter seus familiares no Brasil. Em outras palavras:

Para evitar deserções, os irmãos Castro querem sequestrá-los e mantê-los como reféns.

A Folha informa neste sábado (21) que “outra forma de pressão tem sido reter em Cuba o médico que sai de férias (e que precisa obrigatoriamente gozá-las na ilha). Ele só poderá retornar ao Brasil se, antes, o parente voltar para a ilha”.

Eu conversei a respeito com um médico cubano, que estipulou a condição comum aos denunciantes do programa: “Peço que o nome não seja revelado, nem o município, nem os parentes, porque eles têm todos os dados e vão reconhecer. Passei muita humilhação pelo governo cubano. Se vocês citam os nomes, eles vão saber que fomos nós que falamos.”

Funcionários a serviço da ditadura tentaram convencê-lo a mandar parentes de volta a Cuba. Direta ou indiretamente, segundo ele, todos os profissionais foram avisados.

Veja suas declarações a este blog para entender como Dilma segue na luta pela ditadura:

“Se a família não voltasse em 30 dias, os médicos seriam desligados. Deram uma data até 31 de janeiro [mas a notícia vazou]. Até agora não fomos expulsos, mas ainda estamos esperando.”

“Temos vários assessores que trabalharam para o governo de Cuba. Quando Cuba precisa ameaçar, eles nos ameaçam. Eles ganham um salário muito superior ao nosso, que é repassado a eles do nosso salário.”

“Os vigias estão ganhando cerca de 5.600 reais. Somos nós quem trabalhamos, eles só estão aqui para controlar os médicos cubanos.”

“Como todas as pessoas estão denunciando, eles estão ameaçando menos, mas sugerem de uma forma delicada que podemos ser desligados do programa. Tudo que eles falam para nós é muito amável, mas há sempre uma ameaça por trás. Sempre vem uma ameaça ao final.”

“Eles defendem os interesses do governo cubano. Somos tratados como se fôssemos propriedade do governo e, se falamos algo, somos deportados para Cuba.”

“Aqui no Brasil temos muitas dificuldades. Trabalhamos em condições que às vezes não dão privacidade, não tem recusos no hospital, faltam remédios e ambulâncias, os remédios no Brasil são muito caros. Não temos muitas vezes como lavar as mãos.”

“Tinham nos dito em Cuba que ‘com 50 reais, um médico se alimenta por uma semana no Brasil’. Quando chegamos, vimos que não era assim.”

“Também disseram que a casa seria confortável, outra mentira. Moramos em casas sem cadeira, sem mesa. Quando a cama quebra, temos de dormir no chão.”

“Não temos outra escolha. Se você não assina o contrato do programa, você fica em Cuba trabalhando de segunda a sábado, de 8 da manhã às 7 da noite, ganhando o equivalente a 25 dólares mensais. É obrigatório fazer plantão de graça. Trabalhamos 50 horas semanais em Cuba. Se você compra um par de sapato, uma calça, o dinheiro já não dá para a alimentação. Então é muito difícil.”

“O tratamento do governo cubano aos seus médicos é de escravo. Não temos direito a nada.”

“Um médico que trabalha em Cuba só pode sair do país com autorização do governo. O dinheiro é um salário X. Se o dólar sobe, nós continuamos ganhando o mesmo dinheiro. Ganhamos a mesma quantidade, mesmo com a inflação.”

“Nós, médicos que trabalhamos fora de Cuba, sustentamos a economia do país. O governo depende de nós.”

“Castro é um grande ditador. Estar há mais de 50 anos no governo mostra isso.”

“Eles dizem que é um governo popular. É mentira. A população não vota para presidente, vota para prefeito, que vota para governador estadual, que vota para presidente. Mas não é direto.”

“É uma ditadura. Se você não pode falar, não tem direito a falar livremente, trabalhar onde quer, sair do país para conhecer outros, é uma ditadura.”

* Veja também aqui no blog:
– Em 3 frentes contra o PT, oposição pede investigação de Dilma e do Mais Médicos e punição de Thomas Traumann
– BOMBA DO “MAIS MÉDICOS”: Gravação mostra como governo do PT mascarou objetivo de financiar Cuba
Deu no Wall Street Journal: Tráfico de médicos escravos, adotado por Dilma, “é o crime perfeito”. Cuba ganha quase 8 bilhões de dólares por ano e ainda posa de solidária
Escrava cubana que atuava no ‘Mais Médicos’ do governo Dilma teria fugido para os EUA, como já fizeram escravos alugados pelo governo Maduro, na Venezuela. Conheça a verdadeira história do programa do Foro de São Paulo

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

Siga no Twitter, no Facebook e na Fan Page.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

  1. Comentado por:

    maso

    O PT cria a própria desaprovação popular. Se Dilma concluir o Mandato, nem Lula leva o PT a mais um governo. Só coisa negativa neste desgoverno.

    Curtir

  2. Comentado por:

    Nivaldo

    O que está faltando para os organismos internacionais interviem no “Mais médicos”? Escravidão clara e declarada em pleno século XXI.

    Curtir

  3. Comentado por:

    Antonio Carelli

    Numa ilha enorme do tamanho de Cuba , onde o governo proibe pescar de barco , mesmo a população tendo dificuldades de alimentação , não pode ser taxada de outra coisa a não ser de Ditadura . Logico que se a população fosse pescar de barco fugiria para Miami , e a Ilha ficaria sem ninguém . E nosso desgoverno apoia os irmãos ditadores sanguinários assassinos de seu próprio povo , uma vergonha !!!

    Curtir

  4. Comentado por:

    Narli B. Resende P. de Souza

    Nada mais me espanta em se tratando deste governo descontrolado e desesperado por aprovação popular. Usar os infelizes médicos cubanos, só mostra a face mais covarde de uma ditadura, pois hmilha e castiga que ousa discordar dos “Senhores da verdade”. Todo poder corrompe porém todo poder absoluto corrompe absolutamente. Frase fo seculo XVIII que ilustra bem a situação! Dia 12 está chegando e as muralhas opressoras vão cair ao som dos brados populares!

    Curtir

  5. Comentado por:

    XonMeerKat

    Congratulations Dilma,
    Once a communist, always a communist.

    Curtir

  6. Comentado por:

    darci

    É incrível o que Cuba pode fazer”, diz OMS sobre ajuda contra ebola
    Havana enviou mais de 250 médicos à África Ocidental para combate à epidemia. Em entrevista à DW, chefe do escritório da Organização Mundial da Saúde na ilha afirma ser importante reconhecer a capacidade de ação do país.
    Ebola in Liberia (Behandlung im Krankenhaus)
    Um grupo de 94 profissionais da saúde cubanos foi para a África Ocidental nesta quarta-feira (22/10), para combater a epidemia do ebola. Eles se juntam aos 165 que já estão em Serra Leoa prontos para começar a atuar. Os médicos e enfermeiros cumprem um acordo assinado entre Havana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) válido para os próximos seis meses.
    Para José Luis Di Fábio, chefe do escritório da OMS na ilha há três anos, é importante que o mundo reconheça a “incrível capacidade de resposta de Cuba” diante de situações de crise.
    Di Fábio ajudou a intermediar as negociações depois da solicitação feita pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e pela diretora da OMS, Margaret Chan.
    Atualmente, mais de 4 mil médicos cubanos atuam na África – dois mil só em Angola. “Os países africanos carecem de recursos humanos, muitos presidentes já solicitaram ajuda ao país. Na Guiné, antes da epidemia do ebola, já havia uma brigada cubana e sem Serra Leoa também”, afirma Di Fábi, em entrevista à DW.
    DW: Na opinião do senhor, por que esse chamado das Nações Unidas foi feito para Cuba?
    José Luis Di Fábio: Em fins de julho, a diretora da OMS, Margaret Chan, esteve em Cuba para acompanhar a inauguração do Centro Estatal Médico para Controle de Medicamentos. Durante a visita, ela se emocionou, digamos assim, ao entender mais sobre a cooperação médica cubana, incluindo a educação médica do país para o exterior.
    Ela esteve na Unidade de Cooperação Médica, onde há o registro histórico das cooperações em saúde, viu a preparação de médicos que já foram para o Haiti e participaram de outras missões e, realmente, entendeu e reconheceu a capacidade que Cuba tem de apoiar os países numa cooperação Sul-Sul.
    Durante uma conversa sobre continuidade de cooperações, surgiu a ideia de que Cuba pudesse trabalhar formando equipes de resposta rápida em caso de desastres e outros tipos de emergências. E, há duas semanas, ela pediu então apoio a Cuba para combater o ebola.
    Quantos profissionais estão a caminho da África e para onde seguem?
    Segundo o acordo, serão 300 profissionais. Primeiramente, foram 165 a Serra Leoa, dos quais 62 são médicos. Depois, a pedido dos governos locais, foi decidido enviar mais 53 para a Libéria e 38 para a Guiné.
    Eles já estão prontos para trabalhar?
    Eles fizeram a primeira parte da capacitação em Cuba. Recebemos profissionais de Washington e especialistas que já haviam trabalhado em Serra Leoa, diretamente com pacientes. Eles explicaram sobre a doença, as condições de vida no local, como vestir-se adequadamente, os tipos de proteção pessoal. Foi muito importante poder ouvir desses profissionais quais são as rotinas diárias, os problemas que enfrentam no terreno.
    Quando a equipe cubana chega à África, faz outras capacitações até chegar ao centro de tratamento. Ela já chegou, mas ainda não está trabalhando. Ainda estão sendo preparadas as condições para que possam atuar. Primeiro: precisavam do processo de capacitação e, enquanto isso, as instalações, os centros de tratamento de ebola, estão sendo montados.
    A ideia é trabalhar em forma conjunta, não dispersar a equipe. Caso contrário, a capacidade de organização se perde. É preciso identificar onde é mais apropriado trabalhar. No caso de Serra Leoa, deve ser em Freetown, a capital, e talvez em Port Loko.
    Outros países da América Latina ofereceram ajuda? Cuba é um caso especial?
    Cuba é um caso especial, digamos, pela capacidade rápida de resposta que teve, pela vontade política e pela própria experiência dos médicos. Trata-se de profissionais de saúde que já estão acostumados a trabalhar em missões, muitos deles já estiveram inclusive na África. Não conhecem o ebola, mas conhecem o território.
    A Venezuela já havia doado 5 milhões de dólares para apoiar a luta contra o ebola. E a ministra da Saúde no Equador acenou que iria apoiar com recursos financeiros a campanha contra a epidemia.
    O Brasil apoiou com alimentos. Existe a parte médica, mas é preciso pensar que é preciso todo um processo de assistência. O Brasil mandou medicamentos, ajuda humanitária em alimentos de cerca de 5 milhões de dólares, segundo entendi. Mas isso não foi via Organização Mundial da Saúde, mas via Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.
    Com tantos médicos cubanos agora em ação na África, não há problema com falta de médicos em Cuba?
    Não, não afeta os serviços e a população cubana. A população médica em Cuba é de mais de 80 mil.
    Como funciona exatamente a parceria? Os médicos que seguem para a África recebem salário?
    Eles estão contratados seguindo a forma de contrato comum da OMS, ou seja, como qualquer assessor que presta serviço. Normalmente, paga-se a passagem e uma diária. O valor depende do lugar onde o profissional vai atuar. A diária tem um componente de alojamento, alimentação e gastos pessoais.
    De quanto é a diária?
    Depende do local. É um valor estabelecido pelas Nações Unidas, que varia também em alguns meses, dependendo do câmbio da moeda. Por exemplo, em Havana, a diária é de 170 dólares. Em outros países, pode ser de 120. Creio que são 230 dólares por dia na África, mas 60% do valor é para cobrir estadia.
    Qual é a importância da ajuda de Cuba?
    É uma ajuda importante não só para a OMS, mas para todo o mundo. A ideia é apoiar os países da África Ocidental a conter a doença e exterminá-la na África. Mas, ao mesmo tempo, é uma barreira de defesa para o resto do mundo. Se não se controla o vírus na África, ele pode chegar a Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Japão, etc.
    Então, realmente, os cubanos estão protegendo as fronteiras. E são não houver mais países que ofereçam recursos humanos, seguirão sendo os únicos.
    Mais países mostram interesse em apoiar a iniciativa da OMS na África Ocidental?
    Eu represento a OMS em Cuba. Imagino que a solicitação tenha sido feita a todos os países. Na última segunda-feira (20/10), o médico David Nabarro, enviado especial do secretário-geral da ONU, disse que foi muito importante a ajuda de Havana. Ele disse que o total de 265 trabalhadores cubanos é maior que a soma de todos os outros países juntos. E que a partir dessa quarta-feira, dia em que chega o restante da equipe, o número passará a ser maior que o do Médicos Sem Fronteira ou da Cruz Vermelha, maior que o número de profissionais enviados por Estados Unidos, Reino Unido e China.
    Como o mundo olha para Cuba depois dessa parceria com a OMS?
    Acredito que poderia haver mais reconhecimento. É incrível o que Cuba pode fazer. A vontade política e a vontade humana da população. Quando houve um terremoto no Paquistão, em 2005, foram enviados 2 mil médicos em 48 horas. Foram os primeiros que chegaram ao Paquistão e os últimos a sair, estiveram lá quase seis meses. No Haiti também. Depois de 24 horas, profissionais cubanos já chegaram para ajudar, e continuam lá.
    MAIS SOBRE ESTE ASSUNTO
    OMS espera aplicar vacina contra o ebola a partir de janeiro
    Organização planeja testar duas versões experimentais em 20 mil profissionais da saúde da África Ocidental. Ideia é usar anticorpos contidos no sangue de pacientes que sobreviveram ao vírus. (22.10.2014)
    Treinamento é fundamental para lidar com o ebola, diz médico da Fiocruz
    José Cerbino, responsável por tratar caso suspeito no Brasil, elogia maneira como equipes lidaram com ameaça da doença. Equipamentos de proteção são necessários, mas não suficientes, alerta. (16.10.2014)
    “Mundo reconheceu que ebola é ameaça grave”, diz chefe de missão da ONU
    Responsável das Nações Unidas para o combate ao vírus, Anthony Banbury afirma, em entrevista à DW, que não está sendo feito o suficiente para conter a epidemia e pede que mais países se engajem. (13.10.2014)

    Curtir

  7. Comentado por:

    Leonardo Bacelar

    Caro Felipe, você já teve a oportunidade de ler o livro “Cartas Extraordinárias”, de Shaun Usher, publicado no Brasil pela Companhia das Letras? Nesse livro há uma carta escrita em 1940 pelo Fidel Castro, ainda estudante, que revela muito da personalidade doentia dele. Na hora em que você ler a carta, vai entender como nunca a fonte de todo o antiamericanismo ressentido do Fidel. Foi frustração de infância. Veja aqui: http://i.imgur.com/lENldlq.png

    Curtir