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Felipe Moura Brasil Por Blog Análises irreverentes dos fatos essenciais de política e cultura no Brasil e no resto do mundo, com base na regra de Lima Barreto: "Troça e simplesmente troça, para que tudo caia pelo ridículo".

Chorão da ONU é desmascarado na TV! Vídeo mostraria escolas da entidade pregando ódio aos judeus. Cadê a notícia nos jornais? E as fotos dos foguetes do Hamas sendo lançados dos arredores das instalações da ONU? E o manual do Hamas ensinando a usar escudos humanos?

Por Felipe Moura Brasil - Atualizado em 31 jul 2020, 03h20 - Publicado em 6 ago 2014, 21h27

ONU crianças doutrinaçãoUm vídeo estarrecedor mostra crianças palestinas sendo incitadas a odiar os judeus aparentemente em escolas da UNRWA, a agência da ONU em Gaza, cuja cumplicidade com o terror eu já vinha desmascarando neste blog, praticamente sozinho em meio a uma imprensa que papagueia as condenações da ONU a Israel como se a entidade tivesse autoridade moral para tanto.

Brooke Goldstein, advogada de direitos humanos e diretora do Projeto Lawfare, disse no programa “The Kelly File” na Fox News que o Centro de Pesquisa de Políticas para o Oriente Próximo enviou cinegrafistas palestinos a escolas da UNRWA para documentar o currículo, que supostamente inclui lições de jihad. Ela denunciou, como eu havia antecipado aqui, a colaboração direta entre a UNRWA e a organização terrorista Hamas.

ASSISTA AO VÍDEO DO PROGRAMA NO FIM DESTE POST.

Hamas foguete ONUNa matéria, a âncora interina Shannon Bream, em lugar de Megyn Kelly, mostra que, desde o começo da operação Limite Protetor, sete escolas foram atingidas, mas observa que são os tipos de escolas onde pilhas de foguetes do Hamas foram encontradas em três diferentes ocasiões – e vale lembrar: devolvidas(!) ao grupo após a descoberta. Isto sem contar que os terroristas disparam foguetes dos arredores das instalações da ONU [vídeo aqui] justamente para usar os civis como escudos humanos e lançar a culpa da brutalidade nas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), como o próprio manual dos terroristas encontrado pelo IDF ensina a fazer, expondo inclusive a consciência dos terroristas de que o exército israelense fará o possível para minimizar as baixas civis.

O último ataque a uma das escolas foi no domingo e teria matado dez pessoas. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, aquele mesmo que se fingiu de indignado quando a notícia do enésimo uso das instalações da ONU como depósito de armas vazou (embora tanto a notícia quanto a sua indignação tenham sido escondidas pela CNN e pela imprensa brasileira), condenou o bombardeio como “um escândalo do ponto de vista moral” e “um ato criminoso”.

Quem é ele para dizer isso? No vídeo das criancinhas sob o sistema de ensino comandado pela ONU, uma delas diz que o acampamento de verão ensina a libertar a Palestina e que elas devem estar determinadas; e, em seguida, aparece uma aula em que uma dita professora conta uma historinha na qual as famílias estão alegremente comendo churrasco na praia até que chega um lobo. “Quem é o lobo?”, pergunta ela. “Os judeus!”, responde. E continua: “Não é verdade que os judeus são o lobo? O que os judeus fizeram conosco? Eles nos expulsaram e nos deportaram. Eles nos mataram e atiraram em nossas famílias. Eles nos expulsaram de nossos povoados. Eles prenderam nossos pais e nossos avós. Correto? E para onde eles nos expulsaram?” Algumas crianças aparentemente respondem: “Para os campos de refugiados!” Ela então pergunta: “Quem nos expulsou?” E as crianças: “Os judeus!”

Pois é. Na Alemanha nazista, havia um conto infantil no qual um jovem chamado Franz era ensinado a considerar os judeus “o cogumelo venenoso da humanidade”. Agora os judeus crescerem na metáfora feita por seus inimigos e viraram o “lobo” dos contos infantis.

Captura de Tela 2014-08-06 às 19.48.28Brooke Goldstein explica que o vídeo foi feito em resposta às repetidas negações por parte do pessoal da UNRWA e de pessoas como o porta-voz da agência, Chris Gunnes, “que você vai ouvir depois de mim”, de que o currículo sustentado com o dinheiro dos pagadores de impostos americanos é totalmente inócuo, de que não há qualquer coisa nele que incite à violência. Goldstein mostra que a verdade é exatamente o oposto, apontando ainda um documento que ela compartilhou com membros do Congresso dos EUA chamado “Exposing UNRWA”, disponível em seu website, que basicamente traduz linha a linha o currículo que a agência está usando.

Em oito livros didáticos, segundo ela, há trechos como este: “Ouvir o confronto de armas é prazeroso para os meus ouvidos e o jorro de sangue alegra a minha alma, assim como os corpos jogados no chão.” Em um dos campos de refugiados da Palestina, eles ensinam a canção: “Quando nós morremos como mártires, nós subimos ao Céu. Não diga que somos crianças, porque a vida nos tornou mais velhos.” Ela também diz que documentou como a UNRWA está literalmente contratando engenheiros de foguetes do Hamas para servir como “professores” e assim recrutar crianças palestinas inocentes para operar como soldados e homens-bombas, além de escudos humanos.

A cumplicidade do governo Obama
A âncora Shannon Bream lembra então que o governo Obama forneceu mais de US$ 130 milhões àquela agência no ano passado, como também já mostrei aqui, e pergunta por que, com todas essas provas, os congressistas não disseram que isto tem de parar.

Captura de Tela 2014-08-06 às 15.23.05“Primeiro, eu quero mencionar que o Canadá parou completamente com as operações de investimentos na UNRWA e não está permitindo que qualquer tipo de verba vá para a agência, a não ser que seja pré-aprovada para projetos específicos, justamente por conta de relatos como esses. E o que estamos vendo é que membros do Congresso dos EUA estão, sim, denunciando o Departamento de Estado por usar o dinheiro dos cidadãos americanos pagadores de impostos ilegalmente.”

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Alguns estão mesmo. Já mostrei aqui a denúncia da deputada republicana Ileana Ros-Lehtinen, empenhada há anos na luta contra o financiamento dos EUA à agência da ONU. Goldstein continua:

palestine-intro_2949137k“É uma violação das leis americanas, especificamente do Foreign Assistance Act que proíbe o uso desse dinheiro para financiar grupos terroristas ou a doutrinação de crianças em direção à violência. E o que nós vemos, até mesmo em reportagem do New York Times lá atrás no ano 2000, são as escolas da UNRWA permitindo ao Hamas entrar e usá-las como acampamentos de treinamento militar para crianças palestinas inocentes [veja fotos], onde elas aprendem como matar e linchar soldados israelenses, e como fazer coquetéis molotov. Isto é um crime terrível contra as crianças palestinas, as mesmas crianças que a UNRWA tem o dever de proteger.”

Captura de Tela 2014-08-06 às 19.47.00O cinismo do porta-voz chorão da UNRWA, Chris Gunnes
Quando a âncora passa a palavra ao porta-voz da agência, Chris Gunnes, aquele que ganhou as manchetes de toda a imprensa mundial ao chorar após um bombardeio em uma das escolas, como se não fossem puras lágrimas de crocodilo, vemos mais um autêntico espetáculo de cinismo esquerdista, a que todos devem assistir porque é bastante emblemático do padrão de comportamento dessa gente, especialmente quando desmascarada na TV. Assim como a romancista anti-Israel Rula Jebreal tentou fazer com Ben Shapiro [veja o post anterior], Gunnes começa por tentar desacreditar o adversário, no caso o diretor do Centro de Pesquisa de Políticas para o Oriente Próximo, David Bedein, com ataques pessoais tão banais como dizer que ninguém lhe dá atenção no Congresso.

Em seguida, alega de passagem – como também faria no Twitter – que um dos “truques favoritos” de Bedein é filmar escolas que não são da UNRWA e dizer que são, sem mencionar para isso qualquer contraprova do vídeo ou da documentação apresentada por Goldstein. E insiste no seguinte “argumento”: “Este currículo que a senhora Golstein está nos dizendo ser antissemita e anti-Israel é exatamente o mesmo currículo que é ensinado por Israel em escolas administradas por israelenses em Jerusalém Ocidental”, o que a própria âncora Shannon Bream nega que seja verdade, já que o material das escolas de Israel está disponível: “Não é a mesma coisa”, diz ela. Por fim, Gunnes pergunta por que o governo Bush financiava também a UNRWA se ela é tão antissemita e pró-terror, como se os erros de Bush justificassem alguma coisa, ainda mais sabendo-se que o Hamas foi eleito justamente nos anos finais de seu governo, tornando infinitamente mais absurdo o governo Obama continuar e até aumentar o financiamento anual à agência. Gunnes exige uma resposta, enquanto a âncora lhe diz que o convidado do programa é que está lá para responder perguntas e ser convincente, não ela.

Na réplica, Brooke Goldstein diz que Gunnes está correto em relação ao currículo antissemita das escolas de Jerusalém, com a diferença de que ela se refere justamente às escolas de Jerusalém administradas pela ONU, não pelos israelenses. Ela nota que Gunnes não negou o conteúdo do currículo e salienta que ele é o mesmo em Gaza, em Jerusalém e na Cisjordânia.

“E, por falar em desacreditar alguém”, prossegue Goldstein, “Chris Gunnes mentiu para a mídia repetidamente. Número um: ele promoveu o doutor Max Gilbert como o contato da UNRWA em Gaza. Max Gilbert é alguém que defendeu o “direito moral” da al-Qaeda de atacar americanos no 11 de setembro. Ele tampouco negou que Awad al-Qiq era o vice-diretor de uma escola da UNRWA em Gaza. E ele era um engenheiro de foguetes! A UNRWA está colocando as crianças palestinas inocentes em perigo; eles estão fazendo isto intencionalmente, com os dólares dos pagadores americanos de impostos”, finalizou.

Assista à surra moral que Brooke Goldstein deu em Chris Gunnes e nunca mais leve a sério as declarações da ONU contra Israel que você vê na capa dos jornais.

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No Twitter, Goldstein ainda continuou a surra, com mais algumas provas dos engodos do chorão. Será que ele vai chorar de novo?…

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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